
autor: Marcos Manhães Marins / email autor: marcos em cinemabrasil.org.br
RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Domingo Agosto 12 17:59:31 BRT 2007
CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do Cinema Brasileiro
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>From: "Carlos Eduardo Rodrigues" <cadu em tvglobo.com.br>
>Date: Fri, 10 Aug 2007 18:28:38 -0300
>Subject: Re: [CINEBRASIL] Sobre Classificação Indicativa RESPOSTA 3
>
>
>Caro Marcos,
>
>Então, vamos ao jeitinho brasileiro de "burlar" com trailer light.
>É esta a sugestão ? E aí, dane-se o filme, o que se quer apresentar
>para o espectador. Ou seja, engana-lo. Como disse o Daniel em
>entrevista recente, não temos a fórmula do sucesso, mas sabemos a
>fórmula do fracasso, e entre elas está enganar seu público. Isto é
>tão básico.
>
Caro Cadu, foi uma mera provocação. O debate se faz de provocações e de
conciliações. Não era de maneira alguma uma "sugestão", claro.
Se o MJ impusesse censura ao trailer, e liberasse o filme, a partir disso,
seria inócuo, foi o que eu quis dizer.
MAS, a partir do seu toque, fui pesquisar e descobri que, PARA O CINEMA,
continua tudo igual. Continua o MJ exigindo "análise prévia", e tanto do
trailer, como dos rolos do filme, não é isso? Continua o
produtor/distribuidor tendo que esperar o parecer do CONJUS, sem o qual não
pode exibir publicamente o filme e nem o trailer, não é isso?
>O impacto de uma classificação inadequada no lançamento do filme
>não será revertida nunca, nem 2 , nem 4 , nem 6 semanas depois.
>Concordo que deva haver agilidade, mas do jeito que está
>um recurso >colocado na véspera do lançamento do filme dificilmente
>será analisado a tempo. Certamente os burocratas que desconhecem o
>setor vão dizer que o filme deveria ser enviado com mais antecedência,
>etc,etc, desconhecendo o fato que muitos filmes brasileiros são
>finalizados perto do lançamento.
>
Sei bem como é.
Pois, então: eu estava falando com base na portaria 1220 que atende à
Televisão, à exibição de filmes na TV.
Assim, como eu, pelo visto, muitos assinantes nem conhecem a portaria 1100
que atende ao Cinema, à exibição de filmes nas salas de cinema. Niguém mais
me deu toque sobre isso, só você, na última mensagem. Isso reforça minha
tese de que que falta nesta questão é o Entendimento unificado.
Até porque durante muitos anos a Classificação Indicativa não estava nem
sendo cumprida pelos filmes no cinema, que não incluíam no início da cópia a
IDADE, não é isso?
De qualquer forma, AGILIDADE é um dos componentes que devem ser observados
numa tentativa de encontrarmos uma forma democrática de operacionalizar a
Classificação Indicativa, com isonomia para o Mercado de Cinema em relação
ao Mercado Televisivo. Primeiro passo, no meu entender, é lutar por uma
Portaria Nova também para o Cinema, com os mesmos benefícios/avanços
conquistados pela TV: fim da "análise prévia"; fim da espera pelo
deferimento do diretor do CONJUS sem o qual o filme não pode ser exibido
publicamente. Segundo passo, devemos lutar para que o Exercício da
fiscalização do Poder Público seja para os casos julgados em ambiente de
tribunal (ágil!), e não num gabinete do MJ. Acredito que deva existir
CRITÉRIOS sim, mas como base para o tribunal ágil (juizado especial da
Classificação Indicativa?) ou para Conselhos Tutelares ou Juizados da
Criança e do Adolescente saberem se devem ou não ACATAR uma denúncia, venha
ela do próprio Ministério Público, ou de Associações ou de cidadãos
individualmente que se sintam prejudicados pela veiculação da obra.
>Quanto a sua opinião sobre o Daniel, discordo totalmente.
>O considero como um dos maiores conhecedores de cinema e tv
>do país, a mais de 50 anos em atividade. Mas, gosto não se discute.
>
>Não entendi a sua colocação de que a Globo pediu "livre". Vc está
>falando do filme ????? Não fomos nós que encaminhamos o pedido !
>E, vc uma vez me chamou a atenção de que não leio todos os seus
>e-mails, mas parece que vc não leu o meu sobre a classificação
>pretendida. Jamais falei em ser "livre".
>
Está no site do MJ, Cadu. Eu sei que você nunca falou em Livre, mas o site
do MJ informava que a faixa pretendida pela GLOBO era Livre:
http://www.mj.gov.br/ClassificacaoIndicativa/jsps/DadosObraForm.do?select_ac
tion=&tbobra_codigo=23146
Classificação
Data Veículo | Categoria | Distribuidor | Classificação Pretendida |
Classificação Recebida | Justificativa
27/11/2006 | DVD Programa | Globo Comunicação e Participações S/A | Livre
| Não recomendada para menores de 14 (quartoze) anos
Mas eu estava falando da minissérie. No caso do filme, não havia informações
quando eu consultei. Por esta razão, eu não sabia a classificação
pretendida. HOJE, ao revisitar a página do MJ, constatei que a
distribuidora, Columbia, solicitou direto 14 anos:
http://www.mj.gov.br/ClassificacaoIndicativa/jsps/DadosObraForm.do?select_ac
tion=&tbobra_codigo=26617
Classificação
Data Veículo | Categoria | Distribuidor | Classificação Pretendida |
Classificação Recebida | Justificativa
18/07/2007 | Cinema Longa Metragem | Columbia Tristar Buena Vista Films of
Brasil, Ltda | Não recomendada para menores de 14 (quartoze) anos | Não
recomendada para menores de 16 (dezesseis) anos
>A Globo Filmes repete as parcerias em que houve afinidade de
>trabalho,seja o diretor, seja a produtora, seja o roterista,
>mas sem deixar de trabalhar com novos talentos.
>
Por favor, não dê tanta importância à minha provocação sobre o Daniel. A
Globo Filmes tem o direito de escolher as parcerias que quiser. Daniel
funciona porque tem dado público, o que é muito bom para as cifras do cinema
brasileiro aqui e lá fora. E a Globo Filmes, mais recentemente, tem se
associado a vários novos talentos e a outros produtores realmente
independentes do núcleo de produção da TV GLobo. Com relação então aos
projetos de exibir na TV GLOBO cada vez mais longas-metragens brasileiros
prontos, filmes de animação prontos, curtas prontos, eu já fiz questão de
parabenizá-lo publicamente pela iniciativa. É a rede líder de audiência,
antecipando-se à Lei Geral da Comunicação Eletrônica.
>Afinal, nas 61 co-produções em 9 anos, foram mais de 40
>diretores diferentes, mais de 30 produtoras diferentes,
>dezenas de autores, diretores de fotografia, figurinistas,
>cenógrafos, centenas de técnicos diferentes.
>Um dia vc me explica o "modelo Globo Filmes" para que eu
>entenda o que vc quer dizer. Temos tantos modelos diferentes
>de trabalho, que fica difícil simplificar em apenas "um".
>
Mais uma vez uma mera provocação, Cadu. A única constante é o triângulo:
Globo - uma Major - um Produtor. E, frequentemente(antes era sempre), a
supervisão artística da Globo para tentar garantir o Grande público, e
sempre a mídia da rede Globo. Parafraseando o Tony Venturi, que já foi seu
parceiro, digo: nada contra, só não deve ser o único modelo do país.
Obrigado por responder, e pelas informações que trouxe ao debate.
Forte Abraço,
Marcos.
>Forte abraço, Cadu
>
>-----Mensagem original-----
>De: Marcos Manhães Marins
>Enviada em: quinta-feira, 9 de agosto de 2007 20:05
>Assunto: Re: [CINEBRASIL] Sobre Classificação Indicativa RESPOSTA 3
>
>
>>From: "Carlos Eduardo Rodrigues" <cadu em tvglobo.com.br>
>>Subject: Re: [CINEBRASIL] Sobre Classificação Indicativa RESPOSTA 3
>>Date: Wed, 8 Aug 2007 17:41:56 -0300
>
>>
>>
>>Caro Marcos, a portaria não mudou para o cinema, ou seja , filme, trailer
>>tem que ser submetido antes.
>>
>
>
>Mas essa informação é MUITO IMPORTANTE, Cadu. De que o Ministério da Justiça
>está burlando sua própria Portaria 1220. Não está descrito este caso na
>portaria 1220, que para o trailer ainda é exigida "análise prévia", está?
>
>E se estiver, melhor fazer um TRAILER LIGHT e aprovar o filme facilmente.
>É burrice do MJ abolir a "análise prévia" do filme em si, e exigir ver
>o trailer para deferir a autoclassificação.
>
>
>>A distribuidora submete e recorre, o que já foi feito.
>>
>
>Se submete e recorre ao Diretor do CONJUS/MJ, para ver se ele muda a
>opinião pessoal dele, com outros argumentos, não é isso?
>
>Fica tudo muito indefinido e nas mãos de uma eventual arbitrariedade.
>É preciso que seja pensada uma forma ÁGIL, mas democrática e constitucional
>de se operacionalizar a Classificação Indicativa. Na minha humilde
>opinião, não pode continuar sendo decidida pelo Diretor do CONJUS/MJ e
>deve ser decidida num ambiente de tribunal ou juizado ágil, com base em
>critérios *de referência* sim, mas ouvindo representantes de todas as
>partes envolvidas, dos exibidores, distribuidores, produtores, roteiristas,
>radiodifusores, da sociedade organizada, asim como é o CCS, que poderia
>constituir ligado a ele, uma espécie de Juizado da Classificação Indicativa,
>um juiz decidindo e SOMENTE SE HOUVER DENÚNCIA, o que você acha?
>
>
>Sem denúncia, só para retirar do ar ou dos cinemas, caso se trate de obra
>cometendo CRIMES previstos em lei, de apologia de racismo, pedofilia, etc.
>Penso assim.
>
>
>Cadu disse:
>>Quem conhece o trabalho do Daniel Filho no cinema não teria dúvida sobre a
>>qualidade e bom gosto dos seus filmes, a saber mais recentemente : A
>>Partilha, Dona da História, Muito Gelo e Se eu fosse você.
>>
>>Daniel é um profundo conhecedor da obra de Eça de Queiroz e o filme tem
>>toques "Rodriguianos", outro universo que ele conhece muito bem.
>
>E como disse Nélson Rodrigues: "toda unanimidade é burra". Com certeza
>Daniel Filho não é uma unanimidade entre os cinéfilos, que são pessoas
>em geral inteligentes e de bom gosto. Como ator em "OS CAFAJESTES" e em
>"A ESTRELA SOBE" é excelente, admiro seu trabalho. Já como diretor,
>tenho achado seus filmes caricatos. O que você acha, Cadu? Deve gostar,
>senão não o repetiria sempre como ingrediente da fórmula GLOBO Filmes.
>Você e meia torcida do Flamengo, você diria. Afinal milhões assistem.
>Mas gosto é coisa particular, e não é isso que estamos discutindo. O fato
>foi que, como não assisti ao *filme PRIMO BASÍLIO de DANIEL FILHO*, eu
>não poderia "colocar as mãos no fogo" e defender que ele seja um filme
>**LIVRE**, que foi a classificação pretendida pela GLOBO, de acordo com o
>site do Ministério da Justiça (ver abaixo a reprodução do site).
>
>>
>>Não é um filme livre, mas 16 anos é um exagero, que beira um conservadorismo
>>absurdo.
>>
>
>Se não é um filme livre, porque a Globo pretendeu a autoclassificação LIVRE?
>
>Sobre 16 anos ser um absurdo:
>Concordo, como você tem certeza de que os ingredientes do filme são apropriados
>para idade menor, deve lutar por isso. Você deve estar lendo o que tenho
escrito
>ao Gindre e ao Roberto. Penso inclusive que você vai ganhar fácil. E, se puder,
>inclua na contestação a derrubada desta "análise prévia" do trailer, porque
>ela é contrária à portaria 1220 e porque acaba sendo inócua, pois os produtores
>vão apresentar trailers light, sem as cenas realmente mais polêmicas. Afinal,
>nem todo mundo precisa ser burro como o MJ. Se ele for burro, os produtores e
>os distribuidores (e muito menos os radiodifusores) não serão.
>
>Antecipo desculpas se não atentei para alguma frase da portaria 1220 onde
>esteja prevista esta barbaridade da "análise prévia" do trailer, mas de toda
>forma, mesmo se estiver, isso é contrário ao espírito da nova portaria, que
>foi justamente o de abolir a exibição prévia aos especialistas do MJ. Penso
>que dá para derrubar a prática, ou a frase fora de contexto, com uma carta,
>ou com uma ação judicial se for preciso. A Globo Filmes saberá como fazer,
>e estará dando uma contribuição ao Cinema Brasileiro, com a contestação.
>
>
>>Vejam o filme, que estréia nesta sexta, e avaliem com isenção.
>>
>>Quem perde e vai perder é o cinema brasileiro que viu seu público se reduzir
>>a metade de 2003 para cá. Todos nós seremos impactados por mais este tipo de
>>revés.
>>
>
>Você está sendo fatalista, Cadu. Nós não seremos impactados fatalmente a menos
>que não façamos nada. O público infantil e adolescente JÁ PERDEU muitas obras
>que foram feitos para esta faixa de público a partir da portaria antiga,
>*FORJADA NA GESTÃO FHC*, como Erlanger declarou aqui. Mas agora que o diálogo
>se abriu neste Governo, não há mais porque ser tirado de uma obra audiovisual
>justamente o público para o qual ela foi feita, ou também foi feita.
>
>Claro, mantendo todas as ressalvas para os filmes que ditos para adolescentes
>na verdade nem deveriam ser exibidos em lugar nenhum, para ninguém.
>
>Cadu, aproveito para lhe perguntar: você conhece alguma lei que correlacione
>faixa horária com faixa etária? Caso responda que não, pergunto-lhe: em que
>é baseada a proibição de filmes de sexo explícito em todos os canais de tv
>aberta e fechada? Baseado em que, programas que tratam de temas adultos,
>como sexo, drogas and rockandroll, não são exibidos antes da meia noite? É
>só uma questão de audiência, de autoregulação e se uma emissora quiser, ela
>pode veicular sexo explícito no horário nobre ou na sessão da tarde? Acho
>importante sua opinião a respeito, e as informações que possa agregar.
>
>Tenho visto pessoas respondendo sem nem ler o que o interlocutor escreveu
>de fato. Se a resposta é do Gindre, "então está errado", pensam alguns como
>Gabriela, Roberto, por exemplo. Se a resposta é do Roberto ou do Erlanger,
>"então está errado", pensam outros, como Gindre, Dioclécio, etc. Temos de
>encontrar uma maneira de aproveitarmos melhor o que cada um traz para o
>debate. Apontar equívocos, tudo bem, mas também reconhecer os acertos e as
>boas idéias, e as informações essenciais que cada qual coloca na lista.
>
>Em tempo, só para distrair: quando Cadu falou tão bem do Daniel Filho, me
>lembrei de quando terminamos a filmagem do MEMÓRIAS DA CHIBATA, quando Jorge
>Monclar me disse: "Marcos, você foi muito bem, fez uma média de 36 planos **
>por dia; e isso só o Daniel Filho consegue, mas sabe como é, no grito.".
>
>
>**(as subdivisões das cenas do roteiro, não as repetições de cada plano)
>
>Abraços,
>Marcos.
>
>>Abs
>
>>-----Mensagem original---
>>De: Marcos Manhães Marins
>>Enviada em: terça-feira, 7 de agosto de 2007 11:18
>>Para: cinemabrasil em cinemabrasil.org.br
>>Assunto: Re: [CINEBRASIL] Sobre Classificação Indicativa RESPOSTA 3
>>
>>CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do Cinema Brasileiro
>>____________________________________________________________________________
>
>>
>>>From: "Carlos Eduardo Rodrigues" <cadu em tvglobo.com.br>
>>>Subject: Re: [CINEBRASIL] Sobre Classificação Indicativa RESPOSTA 3
>>>Date: Mon, 6 Aug 2007 16:31:01 -0300
>>
>>
>>>Vejam a que um clássico da literatura, que teve uma adaptação para
>>>cinema fiel ao livro, se transformou - VIDE A JUSTIFICATIVA do MJ abaixo.
>>
>>>PRIMO BASÍLIO - DRAMA 16 ANOS .
>>>Justificativa: nudez, relação sexual, assassinato e agressão física e verbal
>>
>>>Como pode uma obra recomendada no ginásio no Brasil e Portugal
>>>receber 16 anos ? Será que esta mesma rigidez se aplica a todos
>>>os filmes, de todas as nacionalidades ? Que dramaturgia não tem os
>>>ingredientes acima usados como justificativa para dar uma classificação
>>>como esta , elevadíssima , na minha opinião ? Alguém me explica, por favor.
>>
>>
>>Cadu
>>Antes da Portaria 1220, eu compreenderia alguém vir falar aqui de uma
>>classificação deferida pelo MJ antes de o filme ir à exibição pública.
>>Hoje, a portaria 1220 proíbe isso. Diz que o MJ se manifestará **após**
>>a exibição pública. Esta classificação DEU ENTRADA ANTES DE JULHO,
>>ANTES DA PORTARIA 1220? Por favor, nos esclareça. Ou o MJ continua
>>fazendo "análise prévia" e indeferindo autoclassificação ANTES da
>>exibição pública do filme/programa? Acho importante sabermos isso.
>>O Ministério da Justiça está agindo contra sua própria portaria?
>>Ou o filme deu entrada ANTES da nova Portaria?
>>
>>
>>Por outro lado, o MJ exibe no site destinado a informação para o público,
>>que o filme PRIMO BASÍLIO não recebeu ainda classificação, e que a série
>>PRIMO BASÍLIO (classificada segundo as novas regras vigentes desde 1998)
>>foi classificada para 14 anos. De toda forma concordo que as justificativas
>>do MJ para ele alterar a classificação solicitada para o lançamento da
>>SÉRIE em DVD são no mínimo demasiadas. Vejam a reprodução no final. Daqui
>>a pouco vão banir autores brasileiros, como Jorge Amado, que escrevem
>>sobre putas e sexo, dentro do contexto artístico que lhe deu tanto
>>reconhecimento. Bom, é preciso fazer valer a LEI, A PORTARIA 1220, e
>>melhorá-la, mas depois de cumprir o mínimo que ela já regulamenta.
>>
>>
>>Confirmado os 16 anos, Penso que você tem saídas; vou imaginar algumas:
>>
>>1) Dar entrada novamente, autoclassificar, exigir o cumprimento da
>>NOVA portaria, colocar o filme em exibição pública, e SE, até 60 dias
>>(infelizmente a nova Portaria ainda prevê isso) o MJ resolver alterar
>>a classificação (depois da exibição pública!), aí você recolhe as
>>cópias e faz um "conserto" no início inserindo a observação:
>>"obra originariamente produzida para todas as idades, mas classificada
>>pelo Diretor do CONJUS/Ministério da Justiça para maiores de 16 anos"
>>(ao estilo Joãozinho Trinta).
>>
>>2) Ou recorra com os advogados que a GLOBO Filmes tem (infelizmente os
>>produtores independentes não têm os mesmos recursos e acabarão tendo
>>que aceitar eventual arbitrariedade do Diretor do CONJUS) e conteste
>>a classificação na JUSTIÇA, dando entrada numa ação, para ser ouvido
>>num Tribunal, por um Juiz, com testemunhas e amplo direito de defesa.
>>
>>Mas, veja, eu não vi O FILME, e estou falando "EM TESE". Porque, se
>>há cenas que realmente agridem a sociedade brasileira, esta, de forma
>>organizada, não vai deixar barato, e entrará com uma ação em resposta
>>à sua, junto ao Ministério Público, e vai ganhar. É preciso você ter
>>certeza de para *qual idade realmente* o filme foi produzido, uma vez
>>que uma coisa é ler O LIVRO "PRIMO BASÍLIO" no colegial, outra coisa
>>é materializar as ações do livro no filme, de uma forma vulgar e
>>ultra-violenta, contrariando inclusive o contexto artístico em que o
>>livro foi gerado. Não acredito, mas é pertinente fazer a ressalva.
>>Se você tem convicção de que O FILME é para todas as idades, deve
>>recorrer, ou fazer valer os preceitos da nova portaria, e exigir
>>que o filme vá à exibição pública por um período de teste junto ao
>>público, até para ouvirmos também a opinião pública, os críticos,
>>os artigos dos educadores, etc. sobre o filme. Ampliará a base de
>>apoio a favor DO FILME, se isto é o que você pretende.
>>
>>Classificação Indicativa não pode ser arbitrária. Pode até ser
>>"impositiva" mas nos casos realmente graves, e tem de ser fruto
>>de uma autoclassificação de quem produziu o filme (já é assim pela
>>portaria do MJ!) e do controle desta classificação pela Sociedade,
>>monitorado por organizações sejam governamentais ou não governamentais
>>sim, mas decidida só após julgamento em Tribunal. Pode ser que seja
>>necessário um Tribunal ágil, construído para esta demanda, mas tem
>>de ter um Juiz (defensor público que seja) para ouvir as várias
>>partes envolvidas e **julgar*** se a denúncia é procedente ou não.
>>Não dá para entregar isso à Burocracia. Nunca propus que fosse
>>entregue para a ANCINE, entenderam errado. A Justiça deve decidir.
>>Penso assim. Em caso de denúncia formalizada por alguma entidade,
>>e que o julgamento da questão leve mais de, digamos 3 dias, então
>>o filme/programa fica suspenso ou tem a idade mínima aumentada por
>>liminar do Juiz, que terá mais 3 dias para confirmar a liminar ou
>>então liberar para a idade anterior mesmo. Se não for também um
>>processo ágil nestes termos, não adianta, porque vai ficar se
>>arrastando sob alegação de que são vários programas diários de
>>várias emissoras, vários filmes de curta, média e longa metragens
>>sendo lançados ao público diariamente. E não vai funcionar. Mas
>>tem como fazer um Tribunal Ágil. É só ter vontade política. Aí
>>o Juiz vai tomar por referência tudo que tiver ao seu alcance,
>>a instrução da ação, os manuais de ética, psicologia, pediatria,
>>o que for, as razões do autor, e o da opinião pública, que nesta
>>altura já dará para ser colhida nas ruas. Dá para operacionalizar.
>>
>>Abraços,
>>Marcos - Continua no PS.
>>
>>P.S.:
>>A quem não sabe como fazer a busca no site do Ministério da Justiça:
>>
>>
>>ENTRE POR:
>>http://www.mj.gov.br/ClassificacaoIndicativa/jsps/ConsultarObraForm.jsp
>>
>>COLOQUE O NOME DO FILME OU PROGRAMA:
>>
>>Encontrei 2 títulos PRIMO BASÍLIO.
>>
>>Um, o filme, ainda sem classificação, e outro a série, classificada para 14
>>anos.
>>
>>Sobre o filme, não tenho informações, MAS sobre a série, o "julgamento do MJ"
>>ocorreu bem antes da portaria nova 1220, que eliminou a "análise prévia" e a
>>exigência de o filme/programa aguardar ir ao público até que o MJ deferisse a
>>classificação pretendida.
>>
>>Por outro lado, o site do MJ continua falando em "análise prévia", logo na
>>página de entrada, exibindo "cor orgulho" as obras autoclassificadas, "que
>>foram dispensadas da análise prévia". O responsável pelo site MJ não recebe
>>instruções adequadas, é isso?
>>
>>
>>------------------------------------ REPRODUÇÕES -------------------
>>
>>[-------------------------- O FILME ------------------------------- ]
>>
>>
>>http://www.mj.gov.br/ClassificacaoIndicativa/jsps/DadosObraForm.do?select_ac
>>tion=&tbobra_codigo=26617
>>
>>Dados Principais
>> Título em Português: PRIMO BASÍLIO
>> Título Original: PRIMO BASÍLIO
>> País de Origem: Brasil
>> Ano de Produção: 2007
>> Produtores: Daniel Filho
>> Diretores: Daniel Filho
>> Atores: Fábio Assunção/Débora Falabella/Glória Pires
>> Cor: Colorido
>> Tempo de Projeção: 134
>> Gênero: Drama
>>
>>
>>
>>
>>Classificação
>>
>> Você concordou com a classificação indicativa atribuída pelo Ministério
>>da Justiça ?
>> Sim
>> Não
>>
>>
>>[-------------------------- A SÉRIE ------------------------------- ]
>>
>>
>>
>>http://www.mj.gov.br/ClassificacaoIndicativa/jsps/DadosObraForm.do?select_ac
>>tion=&tbobra_codigo=23146
>>
>>Sistema de Classificação Indicativa
>>
>>
>>
>>Dados Principais
>> Título em Português: PRIMO BASÍLIO
>> Título Original: PRIMO BASÍLIO
>> País de Origem: Brasil
>> Ano de Produção: 1998/2006
>> Produtores: Central Globo de Produção
>> Diretores: Daniel Filho
>> Atores: Tony Ramos
>> Cor: Colorido
>> Tempo de Projeção: 180
>> Gênero: Romance
>>
>>
>>
>>Classificação
>> Data Veículo|Categoria|Distribuidor|Classificação|Pretendida|Classificação
>>Recebida|Justificativa
>>
>> 27/11/2006|DVD|Programa|Globo Comunicação e Participações S/A|Livre|Não
>>recomendada para menores de 14 (quartoze) anos
>>
>> Você concordou com a classificação indicativa atribuída pelo Ministério
>>da Justiça ?
>> Sim
>> Não
>>
>>
>>http://www.mj.gov.br/ClassificacaoIndicativa/jsps/DadosJustificativaForm.do?
>>select_action=&tbclassificacaoobra_analise=0&tbdocumento_numerodoc=08017.008
>>045/2006-59
>>
>>Dados da Justificativa:
>> Ministério da Justiça Observação
>> Exposição de Cadáver Traição extraconjugal
>> Nudez Traição extraconjugal
>> Relação Sexual Traição extraconjugal
>>
>>Distribuidor/Produtor
>>
>> Finalidade educativa: Em O Primo Basilio, encontramos uma análise dos
>>mecanismos do casamento e do comportamento da pequena burguesia lisboeta do
>>século passado.
>> Finalidade artística:
>> Finalidade cultural:
>> Finalidade informativa: O romance O Primo Basílio é uma análise muito
>>bem realizada acerca do casamento e de comportamento burguês. Bastante
>>influenciado por Madame Bovary, de Gustave Fiaubert, Eça de Queirós tem em
>>Bovary o modelo para a construção de Luísa, personagem frágil, sonhadora,
>>romântica.
>> Respeito dos valores éticos e sociais da pessoa e da família: Eça deixa
>>transparecer que escreve com o objetivo social, ao atacar a família
>>lisboeta, que para ele é produto do namoro, reunião desagradável de egoísmos
>>que se contradizem e, ao atacar a pequena burguesia, através de um grupo
>>social alicerçado em falsas bases no meio da transformação moderna.
>>
>>----------------- FIM DA REPRODUÇÃO ----------------------
>>
>>
>>Enviada por: Marcos Manhães Marins <marcos em cinemabrasil.org.br>
>>
>>Enviada por: "Carlos Eduardo Rodrigues" <cadu em tvglobo.com.br>
Enviada por: Marcos Manhães Marins <marcos em cinemabrasil.org.br>
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