assunto: [CINEBRASIL] VEJA A VEJA e NOVA PERSPECTIVA PARA FILMES POLÊMICOS.

autor: Gabriela Campedelli / email autor: gbic em uol.com.br     RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Quarta Novembro 14 10:39:19 BRST 2007


CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do Cinema Brasileiro
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                        VIII Projeta Brasil CINEMARK

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Olha, eu ainda não me manifestei sobre Tropa de Elite. A minha opinião sobre 
esse filme é que ele é ideológico pacas. Pra ser bem resumida, eu não gostei, 
apesar de ser um filme eficiente. Tropa de Elite é um filme eficiente, essa é a 
natureza dele. Eficiente em montar uma ideologia que, por algum infortúnio, 
é aceita pela maioria do público. Tem vários pontos de eficência nesse filme. 
Mas, eu gostaria antes de mais nada de discorrer sobre o princípio da 
"banalização da violência". É um princípio banal e tão eficiente quanto Tropa 
de Elite. Longe de mim concordar com o Gilberto Dimenstein, afinal ele é do 
PSDB e todos os males brasileiros de hoje não tem outra origem que não seja 
o PSDB e suas ONGs que discorrem sobre esse conceito banal. Violência é 
algo que sempre existiu na humanidade. Basta lembrar o Império Romano, a 
Idade Média, o nazismo, a Segunda Guerra, as outras guerras, ou até mesmo 
o adolescente que entra em uma escola no Norte Europeu e atira em cinco 
colegas. Violência sempre foi banal. Ela não vem sendo banalizada. E, por 
outro lado, ela foi retratada em Tropa de Elite e em alguns pontos discutida. 
Entre as várias coisas que eu não gosto de Tropa de Elite, tem uma que eu 
gosto que é o retratado da burguesia alienada com consciência social. Esse 
último conceito, aliás, a banalização da consciência social deveria ser melhor 
discutido em sala de aula de também. 

Gabriela



> 
> caro ivo
> infelizmente gilberto dimenstein não está aqui para "ouvir" nossa opinião
> sobre seu texto.
> mas, como ele foi divulgado, tornado público, fica a nossa crítica pra quem
> achar que ele deve ver, ouvir, saber.
> o que mais incomoda nele é essa de "tropa de elite" ser obrigatório nas 
escolas.
> o resto é o de menos.
> porque o filme não provocou nenhum debate sobre a banalização da 
violència.
> ele é a banalização da violência. 
> ou, melhor, corrijo, o filme tirou o corpo na hora de discutir a violência.
> ele é a solução. e por isso não discute. quem discute somos nós - milhões 
-
> que não acreditam que a violência cure violência. 
> botar um filme desses na sala de aula é muito complicado pq teríamos que 
ter
> professores bem preparados para fazer o debate sobre o tema. e, como 
visto,
> o debate pode ser polarizado, monopolizado, fechado. afinal, estamos 
lidando
> com poderes: o poder do bope, e o poder do professor na sala de aula.
> o debate sobre droga, insisto, é mais em cima. dimenstein nesse texto
> moralista reduz o consumo de drogas a questão da leveza espiritual. 
> (parece que ele não gostou dos hippies). é simplificar demais. 
> a gente teria que pensar no porque das pessoas consumirem. em principio 
para
> ter "prazer". depois, a sensação de liberdade. não necessarimente 
espiritual.
> isso é coisa que todo mundo busca. quem não busca é doente do pé. a 
gente
> precisa da droga para ter prazer?
> mas como escolher a melhor droga? ou como entrar e sair da droga sem 
ser
> levado? como beber e não matar? como não ficar sem cocaína?
> mas essa discussão a sociedade não faz porque teria que rever muita coisa. 
> o problema do consumidor da droga é que ele alimenta um negócio que o 
estado
> considera marginal. se fosse na holanda não teria problemas. 
> então, na holanda não é crime? aqui é. por que? vamos discutir isso?
> e quem escreve é alguém que não fuma maconha, nem cheira cocaína, e 
bebe
> muito pouco (por incompetencia natural para o álcool).
> mas conheço um monte de gente que consome drogas, gente que produz 
muito
> (economista, operário, artista), e nem por isso deve ser tratado como
> marginal ou alimentador do crime.
> a cruzada do autor no texto porém, é moralista. fala em cidadania, como 
quem
> cobra regras dentro de um monastério. ou como um manual do escoteiro
> aprovado, como estatuto do rotary club
> se existe uma droga sempre vai ter quem queira experimentar. o problema 
é de
> quem experimenta, de quem consome ou de quem vende? para dimenstein 
é o
> consumidor.
> a discussão não é essa, como propoe o bope. a discussão é sobre prazer
> (freud, reich, fromm,...), sobre violência e sobre cidadania (como lidar com
> o povo da favela e a presença do tráfico; a ausência do estado; a
> satanização da pobreza pelos ricos do rio)
> o artigo, infelizmente, diz que "tropa de elite" tá certa. que os riquinhos
> são hipócritas por sustentarem o tráfico, e, embora negue ao final, no
> fundo, admite o uso da violência para resolver o caso. esta proposta é
> utilizada há muito tempo. e não resolveu. nem acho que vá resolver.
> 
> dioclécio
> 
> 
> > 
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> > 
> > 
> > 14/10/2007 
> > "Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas 
> > Gilberto Dimenstein
> > 
> > da Folha Online 
> > O filme "Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas. Mais do que 
a
> > envolvente denúncia da banalização do mal no Brasil, na qual policiais e
> > bandidos se transformam em animais e criminosos, o filme provoca uma
> > reflexão sobre a responsabilidade individual. 
> > O inocente consumidor de maconha, sentindo-se conectado com a 
natureza ou
> > com a leveza espiritual, ou o alto executivo que consome cocaína são
> > apresentados também como sócios do tráfico --e com razão. 
> > É fácil apenas culpar o governo, a polícia, os traficantes, e assim por
> > diante. Mais difícil é nos culparmos --e, aí, está um dos problemas
> > brasileiros. A culpa é sempre dos outros. Vejamos: 
> > Muito mais do que as drogas, o que mais mata no Brasil é o álcool, uma 
das
> > causas das cem mortes diárias e mais de 100 mil feridos por ano no 
trânsito.
> > Nem os publicitários nem os veículos de comunicação que exibem os 
anúncios
> > de cerveja, com sedutores apelos, se sentem minimamente responsáveis 
por
> > essa tragédia. A culpa? Só do governo. 
> > Um motoboy morre por dia apenas nas ruas da cidade de São Paulo (e 
mais 25
> > por dia ficam feridos). Isso porque contratam-se empresas 
irresponsáveis de
> > entrega. Mesmo sabendo que já existe um selo de qualidade para 
motofrete. A
> > culpa? Só do governo. 
> > As pessoas emporcalham as ruas com lixo apenas porque não têm 
paciência de
> > jogá-lo em algum lugar apropriado. Madames não se incomodam que 
seus
> > cachorros façam das calçadas banheiros. A culpa? Só do governo, que 
não
> > limpa as ruas. 
> > O governo sobe os impostos sem parar assim como contrata novos 
funcionários
> > públicos sem parar. Pouco se faz contra essa extorsão. Nem mesmo 
sabemos
> > como o orçamento é feito. De quem é a culpa? Do governo. 
> > Deputados, senadores, vereadores cometem crimes e fazem negociatas, 
mas
> > pouco acompanhamos seus mandatos. Durante a campanha, preferimos 
o show do
> > marketing à análise de propostas. Até nos esquecemos em que votamos. 
De quem
> > é a culpa? Dos políticos. 
> > Não quero deixar, claro, de responsabilizar os governos. Mas apenas 
dizer
> > que, num mundo civilizado, todos deveriam saber não só quais são seus
> > direitos mas também seus deveres. Isso é o básico de cidadania, cuja
> > discussão o filme, através da droga e da violência, lança com alto teor
> > pedagógico --portanto, deveria ser obrigatório na escolas. 
> > É um bom debate para que saiamos dessa adolescência da cidadania, 
com muitos
> > direitos e poucos deveres. 
> > * 
> > Assim como é obrigatório pensarmos que, no futuro, a droga não será 
um
> > problema de polícia, mas apenas de saúde pública. Não sei se a 
repressão não
> > acaba fazendo mais mal do que bem no combate ao vício. 
> > 
> > Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e 
criador
> > da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo 
comunitário da
> > Folha. Escreve para a Folha Online às terças-feiras.
> > 
> > 
> > 
> > Enviada por: "Ivo Branco - Uol" <ivobranco em uol.com.br>
> > 
> > 
> 
> 
> 
> Enviada por: "Dioclécio Luz" <dioclecioluz em terra.com.br>
> 
>  

Enviada por: "Gabriela Campedelli" <gbic em uol.com.br>

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