assunto: [CINEBRASIL] Enc: Manifesto para um Novo Cinema Nacional

autor: Adnor Pitanga / email autor: nycadnor em hotmail.com     RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Sexta Novembro 16 12:40:39 BRST 2007


CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do Cinema Brasileiro
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                        VIII Projeta Brasil CINEMARK

  195.000 espectadores assistiram neste 5 de Novembro a filmes brasileiros
    pagando 2,00 o ingresso, no maior evento do Brasil de cinema nacional

Toda a renda tem sido revertida para iniciativas de apoio à produção nacional
         conforme relatórios anuais constantes do site da CINEMARK

     <a href= http://cinemabrasil.org.br/cmar.html > Clique e comprove!</a>

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Acho o texto do Antônio Paiva um trabalho diante do qual não devemos ficar
no simplismo do gosto ou não gosto. Sua maior qualidade é a de levantar
questões que precisam ser debatidas.
Como o cinema brasileiro, tendo seu espaço majoritariamente ocupado pela
indústria cinematográfica estrangeira, seguiu um caminho ligado ao apoio
governamental, mas sem criar antídotos eficientes contra as "preferências
pessoas" dos que ocupam os cargos oficiais, surgiram muitas distorções ao
longo dos anos. E, ao que parece, essas distroções continuam. Pelo menos é o
que vejo, baseado nos diversos relatos que tenho lido nas Listas CINEMABRASIL.
No passado e no presente, se um dirigente é mais aberto, maior
diversificação se obtém. O Roberto Farias, por exemplo, teve à frente da
Embrafilme uma ação mais aberta, gerando mesmo alguns filmes que o Antônio
Paiva classificaria de pornochanchada, mas gerando também filmes que estão
na história do cinema brasileiro. Infelizmente, e por conta das
"preferências pessoas" outros dirigentes adotaram caminhos mais elitistas,
menos democráticos.
Sou totalmente a favor do pluralismo cultural. Acredito que o cinema
brasileiro precisa urgentemente repensar estratégias, aptas a criar
mecanismos de fomento em que não se fique exclusivamente ao sabor de
dirigentes e comissões de "julgamento".
Adnor Pitanga  


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> To: cinemabrasil em cinemabrasil.org.br
> From: rf.farias em uol.com.br
> Date: Wed, 14 Nov 2007 13:04:31 -0300
> Subject: Re: [CINEBRASIL] Enc: Manifesto para um Novo Cinema Nacional
> 
> CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do Cinema Brasileiro
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>
> 
> 
> Caros.
> Pois é! Tem de tudo nesse mundo. É verdade que sou contra preferências 
> pessoais, muitas vezes tendenciosas, que têm o poder de determinar o rumo do 
> cinema brasileiro. Mas não concordo com as palavras do Antonio Paiva. Sou 
> pela diversidade, pela liberdade, pela democracia, pelo direito que cada um 
> tem de escolher o filme que deseja fazer. E é assim que se faz o cinema de 
> um país.
> Roberto Farias.
> 
> 
> Pois é...
>   Estava eu lendo aqui nesta lista as brilhantes discussões sobre o
> documentário, quando recebo ISTO.
>   Pensei: ah, eu tinha de mandar para cá para saber o que acham.
> 
>   ----- Original Message ----- 
>   From: virtwellf em ig.com.br
>   To: fac em unb.br; daller em bol.com.br ; cinevi em vm.uff.br ; cinema em estacio.br ;
> pgcom em pucrs.br ; ctr em eca.usp.br; artes em power.ufscar.br;
> egoncalves em santoandre.sp.gov.br; cursos em academianacionaldeatores.com.br;
> escoladarcyribeiro em visualnet.com.br; cursos em planetatela.com.br;
> aula em roteirista.com; mcbrandone em openlink.com.br; socine em uol.com.br;
> charles.cesconetto em unisul.br; monica em unisc.br; angelafe em unisc.br;
> info em iedbrasil.com.br; formacaocultural em santoandre.sp.gov.br;
> mcardella em santoandre.sp.gov.br
>   Sent: Thursday, November 08, 2007 2:57 PM
>   Subject: Manifesto para um Novo Cinema Nacional
> 
>   Manifesto nacional para um Novo Cinema Brasileiro.
> 
>   Cinema nacional tem sido há anos sinônimo de pornochanchada. Quando minhas
> filhas perguntam qual o filme que vai passar no cinema, a primeira questão é
> "é brasileiro? Porque se for não vai ter nada que presta.". O "não vai ter
> nada que presta" das minhas adolescentes é uma declaração fática do conteúdo
> inexplicavelmente voltado a temáticas de sexo urbano, violência demasiada,
> drogas, prostituição, tortura, degradação social, loucura, desajustamento,
> alienação, corrupção, desesperança. Mesmo os filmes infantis carecem do
> mínimo de coerência, as mensagens mais profundas são imagens voltadas a não
> extinção das baleias, e as imagens que poderiam refletir algo mais profundo,
> diluídos em uma trama desprovida de poesia, desconectada com a musica,
> idiotizada por uma mistura de arte circense desprovida de poesia, com
> artificialismo temático.
>   A cada ano se repetem e se aprofundam discussões repletas de temática
> constrangedora, como se a vida se refletisse numa constante tentativa de
> causar constrangimento. O cinema brasileiro continuamente e exaustivamente
> reflete uma amargura que desafia a capacidade da imaginação do mais
> deprimido dos cineastas. Uma multidão de gente amargurada bate palmas e
> agracia de bom-grado cada nova produção que exalte o sofrimento, a
> diferença, evoque o passado de ditadura, componhas odes a qualquer trato
> desumano e injustiça com requintes de crueldade. A meia-noite tomarei tua
> alma, clássico do horror trash brasileiro, se reproduz nas consciências e
> forma a mítica de uma tradição que configura uma sucessão filmográfica de um
> intransigente "cinema de manifesto social". Essa escuridão parece ser
> refletida em cada novo cineasta que nasce no Brasil. Como se o cinema
> nacional estivesse debaixo de uma maldição. Até quando, então, se fará
> "cinema maldito" das produções nacionais? Nós não
>  fazemos musicais. Se os fazemos o corrompemos com alguma cena de sexo
> desnecessária, mesmo quando toda a trama é feita para adolescentes. NÃO
> POSSUÍMOS UM CINEMA ADOLESCENTE OU INFANTIL NO BRASIL. Por outro lado, quem
> é que rotulou o ADULTO como possuidores de apetites mórbidos? Quem rotulou
> de cinema adulto, uma continua lamentação, um eterno revival de Nelson
> Rodrigues, quem é que escravizou os cinéfilos brasileiros a eterna
> visualização de uma agressão visual denominada manifesto social? Quem foi
> que resumiu a nossa cultura, nossas artes, nossa poesia, nossos ideiais,
> nosso lirismo, nossa inocência, nossa capacidade de amar, quem REDUZIU toda
> a manifestação de vida, e interação social a uma sucessão de prostíbulos,
> adultérios, corrupção moral, falsidade e violência, pobreza ou disparidades
> sociais? Até os ricos somente são mostrados em nosso cinema como
> estereótipos de superficialidade, amantes do nada, como se uma piscina lhes
> bastasse e possuindo em uma das mãos uma
>  garrafa de algum vinho caro qualquer. O cinema brasileiro ama mostrar o
> PODER e o seu mal uso. Mas pouco parece saber sobre idoneidade ou
> honestidade. Retrata a perversão, mas não retrata as pequenas histórias. As
> pequenas grandes histórias.Os gestos do cinema brasileiro culminam no
> obsceno. Não sabem transcrever em poesia movimentos femininos. Quando uma
> mão é oferecida, na outra há uma faca. Escravizou-se ao clichê da
> infelicidade. Na perda. Na destruição. Na desestruturação. No intenso
> sofrimento e na absoluta solidão de seus protagonistas.  Nosso cinema está
> doente, extremamente doente. Ele é repulsivamente tomado de sintomas de
> tristeza, opressão, medo e angustia, desesperança na humanidade,
> desconfiança e intolerância. Os sintomas de suas extremas enfermidades são
> notórios, constatáveis em qualquer locadora em qualquer esquina. Como se os
> cineastas de nosso ontem tivessem crescido a luz das novelas da rede globo.
> As feridas crescentes da exposição contínua a uma
>  visão deturpada da vida, a perpetuação da pornochanchada no novelesco, a
> ênfase demasiada em coisas que acrescentam muito pouco, mortificaram a
> poesia, o lirismo, e, sobretudo, a inocência do cinema nacional. Tão grave é
> essa doença, que lanço um desafio que nada mais é que um exame que define o
> grau de contaminação do cinema nacional, da incapacidade de contar histórias
> que falem ao coração, desprovidas de sacanagem ou de linguagem chula. Nossos
> filmes primam pelo palavrão, como se as palavras tivessem feito neles, do
> ódio sua profissão.
> 
>   Desafio os cineastas brasileiros a tentarem repetir algo que se assemelhe:
> 
>   Happy Feet.
>   Duas Vidas
>   Stardust
>   A espera de um milagre
>   Celular
>   Orgulho e Preconceito
>   Casamento Grego
>   O diário da Princesa
>   A viagem de Chirriro
>   O castelo encantado
>   Moulin Rouge
>   Alta freqüência
>   Perfume de mulher
>   Memórias de uma Gueixa
>   O clã das Adagas voadoras
>   O tigre e o Dragão
>   Herói
>   A noiva cadáver
>   Eduard mãos de tesoura
>   Piratas do caribe
>   Enquanto você dormia
>   De volta para o futuro
> 
>   Não conseguiriam. O pingüim teria morrido enquanto viajava no mar. O
> garoto de duas vidas teria crescido e morrido de cirrose em algum hospital
> público.
>   A estrela teria seu coração arrancado e comido pelas bruxas.
>   Tudo isso devidamente preludiado por alguma traição estúpida, de nudez e
> sexo de adolescentes, precedida de uma linguagem tão suave como a diarréia
> de uma elefanta moribunda. E tão pervertida como as atitudes dos
> freqüentadores dos bórdeis indianos.
> 
>   O cinema nacional entende que as mãos foram feitas para mandar alguém
> enfiar o dedo no lugar onde o sol nunca brilha. Que a maioria das sessões
> serão assistidas por urologistas, protologistas, ginecologistas ou por
> alguém que duvide de sua própria origem. O cineasta brasileiro crê
> sinceramente que roupas são para serem despidas, que todo ser humano tem o
> seu preço, dando preferência para os que custarem menos. As grandes
> produções nacionais são exibidas em guetos. Mas não possuem poesia e
> inocência suficientes para constarem como acervos da humanidade. O cineasta
> brasileiro não sabe contar uma história sem prostituição. Sem drogas. Sem
> tortura.   Desconhece o valor da parábola. Do tipo, da ilustração. Não
> conhece o simbolismo da dança, ou as imagens do musicais. Sempre apresenta
> uma imagem pobre, porque até visualmente é incapaz de transmitir inocência.
> E mesmo que assim o faça, haverá alguma cena de pedofilia instantes depois
> do abraço entre dois irmãos. Esse manifesto é
>  grave, é uma acusação e um movimento que busca restaurar ou produzir um
> cinema nacional inocente. Que não tenha uma mensagem subliminar de sacanagem
> por detrás dos   créditos, que não traduza uma filosofia de desesperança,
> que não propague a vanguarda como a infelicidade e o infortúnio como
> ancoradouro. Falta alegria de viver, faltam imagens no imaginário nacional,
> pelo qual crianças possam exercer sua imaginação e fortalecer seus ideiais.
> Uma mensagem de tremenda desesperança e hediondo desânimo tem sido passada
> em cada sala de cinema, a cada produção, a cada festival, em cada escolha de
> financiamento de novas produções, feitas por órgãos e instituições que
> deveriam repensar os critérios de aceitação das obras audiovisuais que
> intentam financiar. Porque empresas e até o governo estão financiando uma
> mensagem de desesperança, as vezes manifesta, as vezes dissimulada em nossas
> produções nacionais.
>   Esse manifesto é mais que um manifesto moral. Porque se fosse só moral,
> não bastaria para amenizar a liturgia da depressão instituída em nossas
> produções. Não bastaria para incentivar o idílico em nossos autores. Nem
> mudar a essência de sua mensagem. O cinema deveria ser levado para as ruas.
> Mas se for o nacional, as crianças devem ser escondidas nas casas. A
> denúncia de atrocidades passadas, é tratada a luz dos holofotes e atenuação
> do sadismo despretensioso é feito aos gemidos de prazer com culpa. A
> filmografia brasileira é sempre um monte de retalhos sujos de sangue em
> ambos os casos. Cinema não é teatro do absurdo. Cinema de entretenimento é
> deixar que imagens resgatem o absurdo que é a vida manifesta, em meio a
> insanidade do cotidiano. Nossos filhos e filhas não deveriam ir ao cinema
> para lembrarem das suas ruas manchadas de violência, mas para contemplá-las
> como estas um dia poderiam ser. Mas nossos cineastas desaprenderam a sonhar,
> e se tornaram mestres em
>  pesadelos. Não que Holliwood seja escola sagrada digna de aceitação ou
> crédito, não que a cada dia os cinemas e locadoras não sejam invadidos de
> filmes sobre tortura e dor, sobre corpos que se despedaçam e sobre milhares
> de litros de sangue derramado. Mas não é isso cinema visceral. Porque
> vísceras espalhadas não possuem poesia senão para feiticeiros de tempos da
> antiguidade. Mas ainda é tempo de que uma nova geração de cineastas descubra
> que vale a pena anunciar a vida, e não a morte, como necessidade premente de
> nossa sociedade. A depressão é o mal do século, o suicídio cada vez mais
> tornado uma opção,
> 
>   Os pais de sua namorada exigiram o fim daquela relação
>   Que já durava cinco meses de muito carinho e reprovação
>   Sempre que se chateava cortava os braços com gilete pra chamar à atenção
>   Tinha carência afetiva, achava que seus pais gostavam mais do irmão
>   Um dia olhou pela janela, imaginou como seria o seu vôo até o chão
>   Mas quando pensou na sujeira que ela causaria, desistiu, foi ver televisão
>   Tinha que engravidar, criar, envelhecer
>   Morrer como todos esperavam
>   Tinha que renunciar, agradar, obedecer
>   Vencer como todos desejavam
> 
>   Até que ela partiu
>   Ela partiu pra bem longe
>   Pra distante o bastante pra suportar
>   Ela partiu
>   Ela partiu pra bem longe
>   Tão distante parada no mesmo lugar
>   (Onde nunca deixou de estar)
>   Ela partiu
>   Ela partiu ao meio
> 
>   Ensaiou o que diria se um dia fosse "artista
>   homenageada no Faustão"
>   Enxugaria as lágrimas, abraçaria amigos
>   e a mãe teria o seu perdão
>   Voltando a realidade, ela encontrava um quadro que não tinha muita solução
>   Se achava velha, muito nova, gorda ou muito feia, sempre inadeqüada pra
> situação
> 
>   Até que ela partiu
>   Ela partiu pra bem longe
>   Pra distante o bastante pra suportar
>   Ela partiu
>   Ela partiu pra bem longe
>   Tão distante parada no mesmo lugar
>   (Onde nunca deixou de estar)
>   Ela partiu
>   Ela partiu ao meio.
> 
>   Jay Vaquer
> 
>   E essa é a síntese do cinema brasileiro, sua vocação, seu enredo, seu
> evangelho. Sua noção. Há uma mentira crônica nas verdades manifestas no
> cinema nacional. Há uma leviandade extrema no despir-se de preconceitos, na
> liberdade de expressão que inexoravelmente sempre toca a mesma monótona
> melodia. Há um lamento pregresso, um incomodo sentimento com relação a
> realização. Jay Vaquer de modo infeliz, consciente ou não, desdenha em sua
> musica, motivos magistrais, como se quisesse substituir a sinfonia da vida
> pelo desejo de quem não nasceu e nem pertence a si.
> 
>   Tinha que engravidar, criar, envelhecer
>   Morrer como todos esperavam
>   Tinha que renunciar, agradar, obedecer
>   Vencer como todos desejavam
>   Como se a menina não quisesse vencer. Como se a vida fosse um mal a ser
> suportado. Como se fosse EXTERNO (como todos esperavam) a vontade de superar
> obstáculos e o desejo de respirar. A vontade de viver desdenha da dor. A
> loucura abraça a morte como solução, quando a vida já não consegue se
> expressar. Não o contrário.
>   Há um conteúdo ético que devia ser respeitado, que é consciência da
> capacidade didática que as imagens possuem. Na velha China, poucos
> cineastas, décadas sem assistir a filmes estrangeiros, as crianças cresciam
> assistindo aos velhos filmes de artes marciais, as arriscadas danças e
> coreografias marcadas pelo ritmo de tambores. Nas histórias de lutas, que na
> verdade EVOCAM parábolas à platéia chinesa (recurso aparentemente
> desconhecido de nossos aspirantes a diretores e roteiristas) certa feita,
> resolveram contar a história de um samurai que lutava com um braço só. E era
> invencível. Essa pequena historieta inverossímil, absurda aos olhos
> ocidentais ficou marcada numa geração de chineses. Quando vinham as
> adversidades, alguns se lembravam do samurai aleijado e diziam para si mesmo
> que se ele venceu com um só braço, porque eles que tinham dois, iriam 
> desistir?
> 
>   Fica aqui o início de um movimento, para a purificação do cinema nacional,
> para que haja filmes com melhores motivos, para a adequação da linguagem,
> pelo resgate da poesia, para que os que hoje contam histórias através de
> imagens em movimento parem de fazer figuras obscenas com as sombras de suas
> mãos projetadas no fundo branco. Para que sua criatividade supere sua
> incredulidade, para que a imaginação seja engrandecida e que os feitos sejam
> contados sem a banalização dos personagens por absoluta grosseria dos seus
> idealizadores. Pela qualidade do cinema nacional, com liberdade para a
> fantasia, para que a violência seja sugerida e não manifesta em braços
> arrancados, para que o corpo humano e cada relacionamento sejam retratados
> com a dignidade com que as gerações passadas tiveram a desgraçada sina de
> menosprezar.
>   Por um cinema melhor, onde haja um clamor por justiça, que não seja
> subjugado pela perversão sexual, que não seja sublevado por conteúdos
> impróprios para a finalidade que se destinam. Para que parem de chamar de
> estragar idéias, de jogar no chão enredos, de cuspir em roteiros que tinham
> tudo para poderem ser exibidos em qualquer lugar a qualquer hora, mas não o
> são pela babaquice de cineastas que não se contém em mostrar uma cena que
> não tem nada, absolutamente nada a ver. Para que nossos cineastas e
> roteiristas sejam cuidadosos. Sejam coerentes, saibam exercer a arte
>   da dramaturgia sem desmerecê-la.
> 
>   Por um cinema brasileiro mais honroso. Ou pelo menos mais honrado.
> 
>   Welington Corporation
> 
>     Pensei cá com meus botões: isto é gozação. deixei de pensar isso quando
> vi os outros endereços de e-mails para onde isso foi mandado.
> 
>   Enfim... comentários?
> 
> 
> 
>   ANTONIO PAIVA FILHO
>   http://www.sombraseletricas.xpg.com.br/
> 
> 
> 

Enviada por: Adnor Pitanga <nycadnor em hotmail.com>

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