
autor: Sergio Santeiro / email autor: santeiro em vm.uff.br
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data: Quarta Janeiro 23 10:12:26 BRST 2008
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Pelo que vejo, 60 milhões de reais, 4% privados e 96% publicos, para
130 festivais, a maioria "internacionais" espalhados no país. O país
deve ser muito rico, jogar pela janela tudo isso para 2,2 milhões em
25 estados.
Linearmente, o que não é o caso, dá 2,2:25geral por uma semana para uns 40
filmes, mais ou menos os mesmos de
uma produção que só em curta dá uns 200 por ano, mais uns 40 longas. É
nada.
Se implantarem um cinema-festival por área sai mais em conta, o ano
todo exibindo os filmes que se apresentarem, sem necessidade de
seleção, nem correria, nem favoritismo.
E sem estrangeiros, por favor. Era só o que faltava: aplicar recursos
chorados como escassos por todos para promover o inimigo em nosso
próprio mercado. Essa é a questão primordial: dinheiro publico
brasileiro para financiar a exibição de filmes estrangeiros no mercado
brasileiro em que se exibe quase por favor, e se detona quase em
apenas uma semana a carreira comercial de todos os filmes nossos é
impensável.
Já que até esse ajuntamento de dados foi patrocinado pelo dinheiro e
pelo poder publicos seria de bom alvitre ver o que o nosso esclarecido
Minc fará a respeito. Aumentará os recursos para os piqueniques ou
botará ordem na suruba?
Evasão de recursos, evasão de divisas, invasão de filmes deles, quando
será a invasão de filmes nossos? Quando virá a desprateleirização do
cinema brasileiro? Façam isso, metam um cinema de verdade, o ano todo,
no lugar desses festivaizinhos e talvez a grana que não é pouca, deve
equivaler ao montante de recursos Minc/Ancine para a produção, estará
melhor servida. E é dinheiro nosso, do contribuinte brasileiro.
Já disse e repito: filme estrangeiro já que é tão bom no Brasil devia
ser subsidiado pelos países de origem e não por nós. S.
Citando Secretaria do Audiovisual SAv/MinC <audiovisual em minc.gov.br>:
> Festivais levam produções brasileiras a 2,2 milhões em 25 estados
> Diagnóstico foi realizado pelo Fórum dos Festivais com apoio do FNC
> Os 123 festivais de cinema realizados no Brasil e os nove festivais
> de cinema brasileiro no exterior reuniram, em 2006, um público de
> 2.209.559 pessoas, segundo os organizadores dos eventos. Os dados
> foram apresentados nesta segunda-feira, dia 21 de janeiro, durante o
> lançamento do Diagnóstico Setorial 2007 / Indicadores 2006 dos
> Festivais Audiovisuais, realizado pelo Fórum dos Festivais.
>
> O público do cinema brasileiro em salas de exibição, no ano de 2006,
> foi de cerca de 9,9 milhões de pessoas. Os festivais atingem,
> portanto, público equivalente a mais de um quinto dos espectadores
> que vão a salas de cinema para ver produções nacionais. O
> Diagnóstico aponta que um público médio de 16.739 espectadores por
> festival.
>
> Ana Paula Santana, chefe de gabinete da Secretaria do Audiovisual
> que esteve presente ao lançamento, destaca a importância da pesquisa
> para subsidiar políticas públicas e as ações das organizações do
> setor. "A Secretaria, dentro de suas possibilidades, vem trabalhando
> a proposta de critérios específicos para as políticas de apoio aos
> festivais", afirma.
>
> Antonio Leal, integrante do Fórum dos Festivais e um dos
> coordenadores da pesquisa, também sinaliza que os dados devem ser
> usados para nortear as atividades do campo. "Dados importantes
> levantados pelo estudo apontam a ausência de eventos audiovisuais
> regulares em Roraima e no Acre e que a Região Norte é a região do
> país com menor quantidade de festivais. A existência desse tipo de
> informação aponta a necessidade de que se faça algum tipo de ação
> junto a entidades audiovisuais dos estados e das secretarias de
> cultura", afirma.
>
> O Diagnóstico Setorial 2007, inédito, foi realizado com apoio
> financeiro do Fundo Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura,
> por meio de convênio com a Secretaria do Audiovisual. Para os
> organizadores, os festivais são "eventos que contribuem para
> implantar uma cultura audiovisual ampla, plural e diversa. Eles
> levam para as comunidades o estimulo à produção, à reflexão e à
> crítica audiovisuais, além de permitirem a articulação com outras
> regiões do país", de acordo com Leal.
>
> Veja aqui a íntegra do documento.
>
> Distribuição pelo país - O número de festivais aumentou de 44 em
> 2000 para 132 em 2006, com aumento médio de 19,82% a cada ano. O
> maior crescimento ocorreu entre 2005 e 2006: foram realizados 36
> novos eventos, um crescimento de 37,5%. Roraima e Acre são os dois
> únicos estados brasileiros que não têm registros de festivais de
> cinema.
>
> O estudo aponta que a região Sudeste concentra a maioria (51,52%)
> dos eventos: são 26 em São Paulo, 20 no Rio de Janeiro, 18 em Minas
> Gerais e 4 no ES. Rio, São Paulo e Minas concentram também mais da
> metade do público.
>
> No entanto, a pesquisa identifica crescimento dos eventos nas outras
> regiões brasileiras, e aponta que o aumento percentual dos
> festivais entre 2005 e 2006 foi maior nas regiões Norte (aumento de
> 80%) e Nordeste (42%), seguidos por Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Os
> estados RN, PB, AL, AP e RO tiveram primeiros registros de
> festivais em 2006. Apenas três estados (MA, SC e MS) tiveram menos
> festivais em 2006 que em 2005.
>
> O estudo avalia que apesar do maior número de eventos estar
> concentrado na Região Sudeste, outras regiões do país apresentam
> festivais consolidados no circuito, com anos (e até décadas) de
> realização contínua e com enorme capacidade para alavancar negócios
> e parcerias com base no seu potencial artístico-cultural. A
> publicação conclui que "estas regiões têm papel fundamental para a
> dispersão da composição geográfica dos festivais pelo país. E mais:
> possuem forte potencial para o surgimento e fortalecimento de novas
> iniciativas".
>
> Cerca de 63,4% dos festivais são realizados em capitais e 36,59% são
> realizados fora delas. As regiões Sul e Sudeste têm menor
> participação de festivais em capitais (53,33 e 57,35%,
> respectivamente) e regiões Nordeste e Centro-Oeste têm cerca de 70%
> de concentração nas capitais (70% no NE e 72,72% no CO). No Norte,
> todos os festivais estão em capitais.
>
> Municípios sem salas de cinema - O município onde a pesquisa foi
> lançada, Tiradentes, em Minas Gerais, é citado pelos organizadores
> como exemplo de uma das cidades brasileiras que não tem salas de
> cinema e no qual a população tem acesso a produções audiovisuais
> através de um festival. "O caso da cidade de Tiradentes é
> emblemático. Aqui não existe sala de exibição e a Mostra de Cinema
> transforma o município em verdadeiro espaço do cinema, construindo
> tenda, cinema na praça", avalia Leal.
>
> Curta metragem - O estudo aponta que os festivais são "plataforma
> indispensável" para os curta-metragistas. Em 2006, foram exibidos
> 9.048 sessões de curtas, 72,31% do total. Longa-metragens ficaram
> com 20,58% das exibições, e os média-metragens foram apenas 6,72%.
> "Não há outra janela de exibição no Brasil que se compare ao
> circuito dos festivais em termos de importância para difusão dos
> filmes curtos", analisa o relatório.
>
> Economia - A realização de festivais movimentou, em todo o país,
> durante 2006, R$ 59.976.403,00, com captação de recursos, parcerias,
> apoios, bens e serviços.
>
> O estudo avalia que foram gerados quase seis mil empregos diretos
> durante o ano, com média de 45,31 contratações por evento. O
> levantamento aponta que as maiores médias de geração de empregos
> estão nos estados do Amazonas, Rio Grande do Sul, Distrito Federal,
> Ceará e festivais no exterior. São 100 empregos diretos para cada
> milhão de reais investido.
>
> Recursos - Um total de 43,66% dos recursos usados para a realização
> de festivais foram originários da Lei Rouanet. Recursos de governos
> estaduais representam 12,14% dos orçamentos e verbas de leis
> estaduais de incentivo aportam outros 9,53%. Outra rubrica
> importante nos orçamentos é a de parcerias com empresas do setor de
> infra-estrutura audiovisual. O levantamento aponta que 10,13% dos
> custos do festivais são cobertos por parcerias com empresas do
> setor. Outros 9,67% provêm de investimento direto privado e 9,01%
> vêm de governos municipais. O Fundo Nacional de Cultura aporta 3,03%
> das verbas do total de festivais.
>
> Formação - O Diagnóstico constatou que a história dos festivais
> brasileiros está 'intrinsicamente vinculada às iniciativas de
> formação, reflexão e articulação'. Segundo os dados, 'desde o I
> Festival Internacional de Cinema do Brasil (SP), organizado em 1954
> por Paulo Emílio Salles Gomes e Rudá Andrade, já aconteciam debates,
> mostras informativas, cursos de formação'. Seminários, debates e
> mesas de dicussão são realizados em 71,97% dos festivais; e 60,61%
> dos eventos organizam oficinas.
>
> O Diagnóstico mapeou os festivais nacionais a partir de dados do
> Fórum dos Festivais e do Guia Brasileiro de Festivais de Cinema e
> Vídeo (Kinoforum). Os organizadores dos festivais responderam a
> questionários sobre aspectos de perfil do público e das obras
> exibidas, segmento de atuação, ações de formação e de inclusão,
> economia do setor.
>
> (Priscila D. Carvalho - Secretaria do Audiovisual)
Enviada por: "Sergio Santeiro" <santeiro em vm.uff.br>
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