assunto: [CINEBRASIL] Concursos para curtas de participantes de projetos

autor: Sergio Santeiro / email autor: santeiro em vm.uff.br     RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Sexta Janeiro 25 17:33:38 BRST 2008


sociais
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CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do Cinema Brasileiro
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Muito bem, cortando o resto. Nem nacional, nem xenofobia. Nativismo.

1. Produções estrangeiras, de qualquer parte, seriam muito bem vindas  
por sua conta e risco, pagando, ou em estrita reciprocidade de títulos  
e rendimentos. Não importa de onde venham.

2. Na minha opinião dinheiro publico em produção no cinema brasileiro  
devia restringir-se a, como se dizia antanho, "compra de direitos de  
contratipagem" no valor pelo menos dos praticados pelo governo.  
Atualmente pode ser um contrato de distribuição de igual valor do  
produto: curta,média,longa, pel, dig, agádê.

Na minha opinião, por ordem preferencial de nascimento do produto, e  
por escassez de recursos talvez, a estudar, com restrição de uma  
contratação por um, dois ou tres anos de acordo com o tipo de produto  
(tamanho e mídia).

E pra contemplar "estreantes" é igualmente mole, compra-se o filme  
dele pronto, como se faz com os demais, isso é que é inclusão. Ele faz  
o filme, como todos fizemos, um curta, depois outro, depois outro. E  
quem sabe se juntar curtas em mais de 70 minutos pode valer um longa.  
Mas aí não terá podido vender os direitos de cada curta, não é?

Jogo limpo, aberto, com custo zero de manutenção. É só abrir uma linha  
de crédito na Caixa Economica por ordem de cpb, digamos. E pronto.  
Quantos?
Ué, li em algum lugar que voce teria dito que o mercado exibidor não  
tem como absorver a atual produção brasileira. Nossa, atingimos o  
pleno mercado?

Tantos quantos recursos publicos disponíveis atualmente esbanjados em  
festivais, centros "autopromocionais de marca" culturais, subsidios ao  
produto estrangeiro e outras estripulias dos gestores publicos. Deve  
ser mais que bilhão. Deve dar pra começar. S

Citando João Batista Pimentel Neto <pimentel em cineclubes.org.br>:

> Caro Santeiro,
>
> como já lhe falei em outras mensagens, creio que mais sua postura, do que as
> idéias que defendes (muitas das quais sabes compartilho totalmente) é que
> causa esse tom nas trocas de mensagens...
>
> vamos a essa por exemplo...
>
> citas e recitas seu histórico (já fartamente conhecido e admirado no
> contexto do cinema brasileiro)...
>
> volta a incluir na discussão um tema sobre o qual não apresentei nenhum
> questionamento, a não ser o de que trata-se de um tema perigoso, já que
> todos acreditamos que existe (e sempre existiu) uma linha muito tênue entre
> a defesa do nacional e a xenofobia
>
> neste sentido só um exemplo, vc acha que devemos tratar as produções
> realizadas nos países da américa latina ou nos países africanos, da mesma
> forma que deveríamos (e aí tu tens razão em reclamar) tratar as produções do
> cinemão estadunienese?
>
> bem, mais não gosto de me alongar e daí fica de novo a perrgunta, e esta,
> que era o objeto principal da mensagem, não foi respondida...
>
> como começar um processo de inclusão de novos talentos...
> vc acha que o dinheiro público deveria apenas bancar obras de "consagrados"?
> vc concorda com aqueles que continuam pregando a concentração dos recursos
> em nome de uma pseudo consolidação de uma "indústria audiovisual" no país?
>
> bem é isso
>
> ab carinhosos
> Pimentel
>
> Em 25/01/08, santeiro em vm.uff.br <santeiro em vm.uff.br> escreveu:
>>
>> Bem, devo pensar que existe uma intenção de debate, embora num tom
>> agastado. Cada vez que me pronuncio sôbre alguma imposição de política
>> publica, contrariando históricas experiências até dos ocupantes do
>> poder, recebo respostas enfezadas dos ocupantes do poder?
>>
>> Não, de colegas, dirigentes de entidades, da minha e até de outras a
>> que não pertenço. Perguntar-me por sugestões é inacreditável. Não faço
>> outra coisa na vida desde que descobri tardiamente a perversidade e a
>> incompetência da burocracia de estado, em especial na área da cultura,
>> do cinema, e do filme cultural, como bom cidadão que sou.
>>
>> Reivindico mais e melhores condições de trabalho no espaço de trabalho
>> que ocupo. Dificilmente me meto em seara alheia, mas até me meto. E
>> acho que temos duas possibilidades:
>>
>> 1. Uma, continuar esse tom insuportável de brigalhada de ataque e
>> defesa do estado.
>>
>> 2. Duas, apesar das gritantes e talvez tambem insuportáveis
>> diferenças, devíamos fazer um esforço de discutir as tais políticas
>> que nos afetam a todos e ao povo brasileiro. Se quizerem, voces como
>> dirigentes ou como simplesmente pessoas, como eu.
>>
>> De início, acho complicado a intimidade das entidades com o poder.
>> Essa troca de auto-elogios é aborrecida de engolir. O estado só se
>> mexe se vigorosamente mexido. E sempre com um atraso espetacular. E se
>> e quando ele se mexe não faz mais do que cuidar de sua sobrevivência e
>> seus beneficiários. Não cabe agradecer nem elogiar.
>>
>> Essa questão da inclusão, por exemplo. Quarenta anos de janela não são
>> quarenta dias. E eu não vivi todo esse tempo em meio e vivendo essa
>> mímica de eu sim, ele não, ele sim, eu não, nós ou eles sim ou não.
>>
>> E veja voce: depois do extraordinário vexame da recusa do novo Cinco
>> Vezes Favela pelo governo,imagina, uma proposta genial, irrecusável, e
>> avalizada por um dos autores da experiência original quando o cinema
>> brasileiro renasceu indo em busca do povo e suas difíceis e até
>> trágicas vidas.
>>
>> Foi aí que abriram-se portas e janelas para todos nós que viemos
>> depois. Depois, meus caros, é depois. O depois não pode vir antes do
>> antes. E o 5 de então tambem apenas refazia o caminho que gera o
>> melhor cinema brasileiro: responsabilizar-se pela construção do
>> imaginário brasileiro.
>>
>> Voces não acham que têm a menor influência nos destinos dos cinemas e
>> civilizações estrangeiras que nos cercam e tiram-nos o pão. Enquanto
>> que se os brasileiros não produzirem sua visão do mundo estarão
>> sonegando à humanidade a contribuição exclusiva desse extraordinário
>> grande e complexo pedaço do planeta.
>>
>> Infelizmente dadas as condições absurdas do estranho capitalismo
>> brasileiro cada vez falta mais pão na mesa do artista bem como do povo
>> em geral. Nestas condições de maxi-exploração nativa não vejo como
>> tirar da minha para dar a eles.
>>
>> É simples como isso: cada centavo aqui gerado que sair daqui é o que
>> atrasa a sobrevivência de todos nós. Diversidade cultural como slogan,
>> palavras de ordem, macetes burocráticos são um desrespeito a nossa
>> necessária vivência de diversidades concretas, na real, no dia a dia,
>> no fazer e desfazer histórias.
>>
>> Sinto muito, não estou a discutir teorias, conceitos ou simpatias.
>> Como já se vê em outras mensagens nas listas, há um clamor pela
>> inclusão do trabalho no mercado que é nosso, é todo nosso. Não é com
>> cotas, com guetos, com melhores. Não é digital, não é analógico e nem
>> parabólico.
>>
>> É uma lata, um disco, todos redondos, feitos pra rodar, tudo parado, à
>> espera que os governos acordem, e garantam a circulação do sangue nas
>> veias do país, ao invés de garantir a do nas dos outros.
>>
>> Parece radical: xenófobo. Pra mim, é um puta elogio. E devemos ser o
>> que: alterófobos? E quem vai maravilhar o mundo com a ginga e o drible
>> do cinema brasileiro. Ou nós ou ninguem. Voces vão querer privar o
>> mundo do nosso hexa?
>>
>> É assim, sinto muito, simples assim: ou eles ou nós. E não fui eu que
>> inventei a exclusão colonialista. Talvez, algum dia, quando reinarmos
>> todos igualmente comungados em nossas terras, se sobrar algum, não me
>> incomodo de dar a eles as migalhas que hoje deles recebemos em nossa
>> própria casa.
>>
>> Sinto muito, a feijoada que os governos dão a eles, os de fora,
>> sinceramente está faltando lá em casa e acredito em muitos outros
>> lares brasileiros. Enquanto assim fôr, estou e estarei em guerra, na
>> minha selva tenho que ir à caça e não posso voltar para casa senão com
>> pelo menos um lagarto na mão.
>>
>> Assado é delícia.S.
>>
>> Citando João Batista Pimentel Neto <pimentel em cineclubes.org.br>:
>>
>> > Então Santeiro...que tal pensar que todo o processo de inclusão começa
>> de
>> > alguma forma....
>> >
>> > Sugestão:
>> >
>> > Se és realmente do bem, que tal encaminhar uma sugestão que atenda a
>> essa
>> > necessidade?
>> >
>> > ab
>> > Pimentel
>> >
>> > Em 24/01/08, santeiro em vm.uff.br <santeiro em vm.uff.br> escreveu:
>> >>
>> >> O de animação é legal mas o outro é esse mania de gueto. Devem dar 1
>> >> ou 2 filmecos pra periferia, o que não é inclusão, só acirra a
>> >> exclusão. S.
>> >>
>> >> Citando Secretaria do Audiovisual SAv/MinC <audiovisual em minc.gov.br>:
>> >>
>> >> >
>> >> >
>> >> > Editais inéditos seguem com inscrições abertas
>> >> > Concursos para curtas de participantes de projetos sociais e
>> >> > animação para TV têm inscrições até 29 de fevereiro
>> >> > A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC)
>> >> > lançou dois editais inéditos de fomento à produção audiovisual no
>> >> > país, em novembro de 2007, junto com a divulgação anual dos
>> >> > programas para o setor. São os Editais de nº 2, voltado para
>> >> > curtas-metragens a Egressos ou Participantes de Programas Sociais, e
>> >> > o de nº 7, voltado ao Desenvolvimento da Série de Animação para
>> >> > Televisão.
>> >> >
>> >> > Os dois concursos estão com as inscrições abertas até 29 de
>> >> > fevereiro, juntamente com os outros cinco editais para a área
>> >> > audiovisual. As inscrições podem ser feitas no site do MinC, no link
>> >> > Editais e Premiações.
>> >> >
>> >> > Participantes de Programas Sociais
>> >> >
>> >> > Os novos editais foram lançados para atender demandas da sociedade
>> >> > civil. O concurso destinado a integrantes de programas sociais foi
>> >> > uma reivindicação encaminhada por representantes do 1º Fórum de
>> >> > Experiências Populares em Audiovisual (FEPA), realizado no Rio de
>> >> > Janeiro em junho de 2007, solicitando a extensão dos editais da SAv
>> >> > também para os núcleos populares de formação audiovisual, tais como
>> >> > grupos coletivos de produção, Organização da Sociedade Civil de
>> >> > Interesse Público (Oscips) e Organizações não Governamental (Ongs).
>> >> >
>> >> > O Fórum reuniu diversas entidades que trabalham com projetos
>> >> > audiovisuais na formação de lideranças comunitárias nas periferias
>> >> > dos centros urbanos. Tem como objetivo o reconhecimento público das
>> >> > produções da periferia e a adequação das políticas de governo para
>> >> > as expressões populares. Integrantes do FEPA fazem parte do Conselho
>> >> > Consultivo da Secretaria do Audiovisual do MinC desde 2007.
>> >> >
>> >> > O Edital nº 02/2007 visa apoiar a produção de obras audiovisuais
>> >> > inéditas, de curta-metragem, dos gêneros ficção, documental ou
>> >> > experimental, com duração entre 10 a 15 minutos. É destinado a
>> >> > pessoas físicas a partir dos 18 anos, que comprovem a participação
>> >> > em projetos sociais com foco na linguagem audiovisual, realizados
>> >> > por entidades sem fins lucrativos e que tenham as instituições como
>> >> > produtoras. Serão selecionados 20 projetos para receber o apoio
>> >> > individual de até R$ 30 mil.
>> >> >
>> >> > Série de Animação para TV
>> >> >
>> >> > Já o edital para o desenvolvimento da série de animação para TV faz
>> >> > parte de uma política de estímulo à produção audiovisual nesta área,
>> >> > que vem sendo desenvolvida desde a assinatura do convênio
>> >> > Brasil-Canadá, com ênfase no cinema de animação, em 1985. O
>> >> > ex-diretor do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), José Araripe, disse
>> >> > que o convênio favoreceu a formação da geração Animamundi, composta
>> >> > por talentosos animadores brasileiros. "A gestão da CTAv de 2005 a
>> >> > 2007 se pautou, por orientação da SAv, em resgatar as ações do
>> >> > convênio. Foram lançados outros editais para animação, realizados
>> >> > eventos promocionais, oficinas e o censo dos animadores",
>> acrescentou.
>> >> >
>> >> > Ele explicou que o Edital nº 7 nasceu do resultado dessas ações,
>> >> > como mais uma oportunidade para viabilizar projetos de animação para
>> >> > serem vendidos às TVs nacionais e internacionais. O edital veio
>> >> > atender também o crescente interesse dos realizadores nacionais
>> >> > nesta área. É destinado a pessoas físicas e jurídicas (empresas
>> >> > brasileiras de produção independente) que apresentem projetos de
>> >> > série audiovisual inéditos, do gênero animação, com potencial para
>> >> > gerar no mínimo 13 blocos de meia hora. Serão apoiados 10 projetos,
>> >> > no valor individual de R$ 30 mil.
>> >> >
>> >> > O CTAv dá continuidade a esta política a partir de 2008, investindo
>> >> > em laboratórios e salas de aula para a formação de educadores em
>> >> > animação. Por intermédio de novos CTAvs, regionais, irá ampliar a
>> >> > oferta de cursos e oficinas com o objetivo de preparar profissionais
>> >> > para os desafios deste mercado em expansão.
>> >> >
>> >> >
>> >> > (Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)
>> >> >
>> >> >
>> >> >

Enviada por: "Sergio Santeiro" <santeiro em vm.uff.br>

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