
autor: Carlos Alberto de Almeida / email autor: betho em senado.gov.br
RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Segunda Junho 2 18:15:47 BRT 2008
CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do Cinema Brasileiro
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Caríssimo Murah,
Fique a vontade para divulgar o texto sobre a ocupação do audiovisual
brasileiro pelas transnacionais tele-midiáticas, agora atuando mundialmente
como verdadeiros clarins de guerra.Certamente terá muito menos divulgação do
que as idéias que defendem a desnacionalização e a oligpolização. Como
nosso estado foi covardemente demolido - anda raquítico, moribundo, mas dá
alguns sinais de recuperação - ficamos, por enquanto, sem defesa diante
das operações de tele-guiados dentro e fora da academia, no âmago da mídia
colonialista e até mesmo em alas do chamados movimentos pela democratização
da comunicação, que atuam sob disfarce "democrático", favorecendo a plena
subordinação à produção audiovisual e à ideologia externas.
Enquanto ao nosso estado ainda falta mais envergadura para uma política
capaz de resgatar a enorme dívida informativo-cultural acumulada, um
verdadeiro estado oligárquico-transnacional, formado por meia dúzia de
oligpólios, vai dominando todo o fluxo mundial do audiovisual, e ainda
recebe apoios internos, não apenas teóricos, mas também políticos, e até
pecuniários. Há quem defenda cotas de 10 por cento para a produção
brasileira na tv por assinatura sem corar ! Portanto, "cotas" de 90 por
cento para a produção gringa aqui dentro, esmagando nossos talentosos
criadores e produtores, gerando emprego lá fora, e desemprego aqui dentro! O
mais curioso é que defender que busquemos a nossa plena soberania
informativo-cultural, através do fortalecimento do estado e das várias
formas de comunicação pública, é visto como xenofobia, enquanto a vassalagem
diante dos oligólios transnacionais é intepretada como salutar e moderna
"entrada dos novos atores". Murdoch, Slim seriam novos atores? Nem satélite
temos mais....mas temos muito petróleo, biomassa, nióbio etc.
O PL 29 vai na contra-mão da criação da TV Brasil, ainda que o processo de
construção desta esteja incompleto, sem capacidade, ainda, de disputar a
audiência, com dificuldades até mesmo para encontrar espaço de divulgação
dentro da lei do cabo, que alguns dos porta-vozes das teorias da ocupação
externa afirmam possuir estatuto público, embora vete a produção audiovisual
brasileira e seja uma tv proibida ao povo brasileiro, apesar de ser
sustentada também com verbas públicas. A saída é uma TV Brasil que
precisamos desesperadamente trabalhar para consolidar, verdadeiramente
nacional, de visibilidade nacional, aberta aos produtores brasileiros - o
que não ocorre nas demais - com pluralidade informativa, diversidade
político-cultural, com regionalização da produção jornalística e cultural e
permeável às iniciativas dos cidadãos, que devem ser convocados sim a
participar de sua construção, da sua programação - direito de antena! -
como anuncia-se em seu portal. É uma tv que precisa do nosso apoio, deve
ser lapidada cuidadosamente, tirando-se lições da nossa história na qual
projetos como este foram desmontados por obra do imperialismo
informativo-cultural, que alguns dizem não existir mais!O predomínio de 85
por cento do audiovisual norte-americano em nosso mercado significa o quê?
Apenas, o pensamento completo do poeta Carlos Drummond de Andrade , citado
na abertura do artigo, é
" A frase do imperador deveria ser independência econômica ou morte!!!"
Saludos, Carlos Alberto de Almeida
-----Mensagem original-----
De: Murah Azevedo [mailto:murah em uol.com.br]
Enviada em: sábado, 31 de maio de 2008 11:11
Para: cinemabrasil em cinemabrasil.org.br
Assunto: Re: [CINEBRASIL] TELEVISÃO ++++ Pelo telefone, a desnacionalização
da TV
Sender: owner-cinemabrasil em cinemabrasil.org.br
[ONWER:A autoria do texto é de *Carlos Alberto de Almeida*, segundo
a Fonte ( marosario em uol.com.br ). O texto foi apenas repassado
à lista pelo Owner Marcos. Consultar Fonte para autorizações.]
Caro Marcos...
Caro Carlos Alberto de Almeida,
A inevitável Convergência do Audiovisual é um assunto que acompanho a anos e
compartilho 100% de sua visão... é um assunto que tem desdobramentos
estruturais em todos os setores de uma "sociedade muderna"... o exemplo dos
"Cucos"
da indústria fonográfica é preciso e recorrente em vários outros campos
nesse "país"; tenho certeza que o senhor não se importa que eu encaminhe seu
rico texto a outras listas (mesmo que talvez ele já tenha sido reproduzido
em algumas delas).
Acrescentando:
Ou nossos "representantes" param de fingir que existe um "país" e param de
"representar" que nos "representam" e efetivamente assumem a
responsabilidade inerente a líderes de um Estado-Nação independente e
encaram os presentes latifundiários audiovisuais e as futuras devastadoras
teles, ou então continuarão nessa patética situação de "se ficar o bicho
pega, se correr o bicho come!".
Não sou a favor de cotas... nem muito menos da desrespeitosa cota de 10%...
só pode ser piada!
A hora é agora. E aí senhores? Que tal um pouco de coragem?
murah
@
---------- Início da mensagem original -----------
De: owner-cinemabrasil em cinemabrasil.org.br
Para: cinemabrasil em cinemabrasil.org.br
Cc:
Data: Thu, 29 May 2008 13:47:50 -0300 (EST)
Assunto: [CINEBRASIL] TELEVISÃO ++++ Pelo telefone, a desnacionalização da TV
>
> Chegou para mim, com fonte, repasso:
> Abraços,
> Marcos.
> ------------------- REPRODUÇÃO ---------------------
>
>
> De: Rô Caetano [mailto:marosario em uol.com.br] Enviada em: quarta-feira,
> 14 de maio de 2008 13:09
> Para: Déa Barbosa
> Assunto: TELEVISÃO ++++ Pelo telefone, a desnacionalização
da TV -- ARTIGO
> DE CARLOS ALBERTO ALMEIDA
>
> Pelo telefone, a desnacionalização da TV
>
>
>
> Pelo telefone, perigosa desnacionalização da tv ameaça a
soberania
> brasileira
>
>
>
> POR Carlos Alberto de Almeida
>
> Presidente da TV Comunitária de Brasília
>
>
>
> "A verdadeira frase do imperador deveria ser independência
econômica. Carlos
> Drummond de Andrade
>
> Um gravíssimo golpe contra a soberania nacional está
sendo preparado
> por meio do Projeto de Lei 29, relatado pelo deputado
Jorge Bittar. A
> pretexto de criar "novas regras" para a tv por assinatura
no Brasil, na
> realidade transfere o controle do setor para um reduzido
grupo de poderosos
> conglomerados de telecomunicações (Telefônica, Telmex e
Sky), abrindo espaço
> para um verdadeiro esmagamento da produção audiovisual
brasileira, para a
> inviabilização completa das tvs comunitárias e
universitárias, e, em futuro
> breve, para o controle total da tv aberta por
transnacionais da comunicação.
> Sim, novas regras: os poucos oligopólios externos assumem
o controle!
>
>
>
> O lado triste e emblemático de tudo isto é que a
manobra dos
> oligopólios estrangeiros da telefonia para dominar a tv
brasileira ocorre no
> exato momento em que a AMAR (Associação dos Músicos
Arranjadores e Regentes
> do Brasil) denuncia que o samba amaxixado "Pelo Telefone",
do genial Donga,
> o primeiro samba gravado no Brasil, teve sua autoria
transferida para
> editora musical dos EUA que comprou arquivos de editora
nacional, sendo
> registrada como se fora canção norte-americana.
>
>
>
> Esta verdadeira ofensiva de ocupação do audiovisual
brasileiro, em
> continuidade à desnacionalização iniciada com a
introdução da cabodifusão
> no Brasil, ocorre em meio a crescente processo de
oligopolização do setor de
> comunicação e telecomunicação mundialmente, sem que o
texto do PL 29
> estabeleça qualquer mecanismo de proteção aos produtores
nacionais, aos
> produtores independentes,. Além disso, o rejeitou ainda
todas as sugestões
> das tvs comunitárias e universitárias para assegurar a
pluralidade e a
> diversidade informativas. O resultado é previsível:
controle da tv
> brasileira por conglomerados de
comunicação-telecomunicação estrangeiros,
> hoje empenhados mundialmente na prática de formas
sofisticadas de
> desestabilização de governos populares e nacionalistas,
quando não na
> promoção de "terrorismo midiático", como foi a operação
destes impérios
> comunicacionais para justificar a ocupação militar do
Iraque e do
> Afeganistão. São estas empresas que passarão a controlar
totalmente a tv
> brasileira. O inacreditável é que os defensores do PL 29
acreditam que as
> mudanças , trazendo "novos atores para o mercado", irão
democratizar e
> popularizar o setor de tv por assinatura.
>
>
>
> O apartheid audiovisual
>
>
>
> Um rápido balanço sobre a cabodifusão no Brasil
hoje já permite
> compreender que as "novas regras" trazidas pelo PL 29
simplesmente iriam
> concentrar e internacionalizar ainda mais a tv por
assinatura no Brasil.
> Segundo a Ancine, 99,5 por cento dos filmes exibidos na tv
paga brasileira
> são estrangeiros, esmagando a produção nacional. O Brasil
possui a tv por
> assinatura mais cara do mundo, e com o maior tempo
dedicado a publicidade, o
> que se configura em dupla-cobrança sobre o assinante que
já havia pago
> também para livrar-se do dilúvio publicitário consumista,
que, na tv por
> assinatura, é ainda mais volumoso que na tv aberta. No
caso dos canais
> estatais (tvs do legislativo, do judiciário e do
executivo) sua exibição na
> tv paga se constitui em aberrante bi-tributação, já que é
com o dinheiro do
> contribuinte que elas são mantidas, mas, para ter acesso a
elas, é preciso
> pagar novamente. Não admira que a tv paga no Brasil seja
um fracasso de
> público, sem esquecer que a esmagadora maioria dos
assinantes tem
> preferência pelos canais de tv aberta que são exibidos na
tv por assinatura.
> É assombroso que ainda há os que chamam este verdadeiro
apartheid
> audiovisual de democratização. Trata-se na verdade de uma
clamorosa
> injustiça para com o povo brasileiro, que sustenta com
verbas públicas estes
> canais por assinatura, mas é impedido de assisti-los.
Enfim, é uma tv para
> poucos, mas paga com o dinheiro de muitos, que não têm
acesso a esta tv,
> assim como não têm acesso a cinema, muito menos ao cinema
brasileiro,
> praticamente clandestino no Brasil, a julgar pelos dados
da Ancine e também
> os do IBGE apontando que apenas 8 por cento dos municípios
brasileiros
> possuem salas de cinema, freqüentadas por apenas 12 por
cento dos
> brasileiros, que, aos poucos, vão se tornando analfabetos
cinematográficos.
>
>
>
>
>
> Cotas? Quê cotas?
Quero o Brasil na
> TV!
>
>
>
>
>
> Os debates em torno do PL 29 são primorosos para
revelar quem é quem
> nesta luta pela democratização da comunicação no país. A
maioria se distraiu
> num debate bizantino, pois na verdade estamos diante de
uma operação do
> poder mundial do capital para ocupar um setor estratégico
num país que tem
> riquezas estratégicas, seja petróleo, seja o potencial de
energia renovável,
> seja os minerais escassos em outras partes do planeta,
seja a poderosa
> biodiversidade amazônica, cobiçada pelos oligopólios
transnacionais da
> indústria químico-farmacêutica, todos estes atores que
operam poderosamente
> no controle do fluxo mundial da informação, controlando
conteúdos e
> estruturas, ou através da publicidade. Num Brasil que nem
mesmo empresa
> nacional de satélite possui mais - os brasileiros estão
convocados
> inapelavelmente a examinar a ameaça que significa, no
mundo atual, um país
> do porte do nosso não possuir soberania sobre seus
satélites - há os que
> imaginam ser possível entregar o comando da propriedade e
da produção
> televisivos e, ao mesmo tempo, estabelecer, candidamente,
algum tipo de
> cotas para a produção nacional. Mesmo sabendo que
ingenuidade tem limites,
> o deputado Jorge Bittar, em resposta a artigo da Revista
Veja, elimina todas
> as possibilidades de dúvidas e para essas ilusões quando
afirma que o PL29
> prevê apenas 10 por cento de cotas para a produção
nacional, buscando
> tranqüilizar o oligopólio que já controla a TVA e, caso
ocorra a aprovação
> do projeto, terá permissão legal de controlar muito mais
da tv brasileira.
> Fica mais claro entender porque muitos dos que atuam no
movimento pela
> democratização da comunicação silenciaram ruidosamente
quando o
> ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, denunciou a
irregularidade no
> controle acionário sobre a TVA e pediu a instalação de uma
CPI da Abril, até
> hoje engavetada.
>
>
>
> A comparação feita pelos defensores do PL29 com o
regime de cotas para
> a produção nacional e a independente em outros países é
imprópria. A
> França, que é um grande país capitalista, que já realizou
seu processo de
> acumulação de capital por meio do impiedoso colonialismo,
que possui mercado
> interno desenvolvido, mesmo assim não se dá ao luxo de não
ter alavancas
> estatais protetores para a sua produção audiovisual
frente à devastadora
> avalanche de ocupação do audiovisual produzido por
Hollywood. Mas, aqui, os
> defensores do PL29, ou mesmo aqueles que no chamado
movimento de
> democratização da comunicação estão paralisados diante de
um grave golpe
> contra a soberania nacional - porque calculam que a
"entrada de novos
> atores" tem sentido democratizante - terminam por serem
coadjuvantes,
> alguns passivos, deste processo de internacionalização e
concentração de
> poderes sobre a tv brasileira por empresas estrangeiras,
cujo resultado será
> rigorosamente nefasto para a produção televisiva nacional,
como já se
> constata na realidade da cabodifusão hoje.
>
>
>
>
>
> Não há marco regulatório
público em estado
> fraco
>
>
>
>
>
> Não é de hoje que instalados nos ambientes
acadêmicos ou mesmo nos
> movimentos sociais e sindicais, repetidores destas teorias
propagadas nos
> países centrais do capitalismo articulam suas ações sempre
em sintonia com
> os interesses dos oligopólios que vão impondo o seu
verdadeiro "marco
> regulatório" - o do mercado cartelizado -
aproveitando-se da debilidade
> do poder público e da ausência de ações mais efetivas do
estado em defesa da
> soberania audiovisual. Argumentam que é indiferente a
natureza da
> propriedade para se conseguir a democratização da
comunicação desde que
> exista marco regulatório, e já insinuam que o capítulo da
Comunicação Social
> na Constituição deve ser re-escrito, não para regulamentar
a ação do estado
> visando coibir o monopólio e o oligopólio, ou para garantir a
> regionalização, a pluralidade e a diversidade
audiovisuais, mas para
> desregulamentar ainda mais, em favor, obviamente, de uma
"regulamentação de
> fato", que é o controle oligopólico do mercado, impondo
suas regras, até
> mesmo sobre a Constituição de um país. O que chama atenção
é os que acenam
> com a bandeira da democratização da comunicação, não
apenas torcem para "a
> entrada de novos atores" - frase que esconde
elegantemente a transferência
> do controle da tv por assinatura para três conglomerados
- como revelam
> que trabalham profissionalmente para que isto ocorra, em
prejuízo dos
> interesses nacionais.
>
>
>
>
>
> Para comprovar a tese de que não pode haver marco
regulatório público
> com estado demolido ou raquítico, basta comparar com o
ocorrido no setor de
> telecomunicações no Brasil após esta "entrada de novos
atores", verdadeira
> internacionalização do setor: a economia popular foi
assaltada por taxas
> extorsivas nos serviços de telefonia, todo um investimento
feito no passado
> com a poupança pública foi alienada para empresas
estrangeiras, a produção
> de tecnologia nacional foi esmagada, nossos centros de
excelência
> tecnológicos desbaratados sem que tivesse havido uma
ocupação militar como
> no Iraque e nossos engenheiros formados com recursos do
contribuinte hoje
> encontram-se desempregados ou transformados em
"bordadeiras eletrônicas",
> ocupando-se de montar a parafusar os celulares que estavam
estocados nos
> países centrais do capitalismo. O Brasil exportava
equipamentos de
> telefonia, hoje importa tudo, e cresce a exportação de
produtos primários.
> Para onde foram as "cotas de produção nacional?" Trata-se
ou não de uma
> operação de ocupação produtiva, de destruição da produção
nacional, ocupação
> do mercado, operações que no Iraque são feitas por manu
militari , mas aqui,
> contam com a cooperação dos acadêmicos e por setores do
movimento de
> democratização da comunicação que, aliás, escrevem a favor
desta
> internacionalização e são remunerados para isto. Será que
se pode levar a
> sério que o audiovisual nacional será fortalecido com a
ocupação dos
> oligopólios estrangeiros no setor?
>
>
>
>
>
>
Perigosa ocupação
> externa
>
>
>
> Se compararmos o que pode acontecer na produção de
energia renovável
> caso o estado não crie um instrumento para a sua ação
estratégica no setor,
> uma empresa estatal de energia renovável, única forma de
impedir a
> devastadora ocupação do território brasileiro por
bilionários como Bill
> Gates, George Soros, Mitsubish e outros, transformando o
Brasil numa
> "plantation", arrasando com a biodiversidade, ficará mais
claro entender
> que, no caso do PL29, estamos diante de uma operação de
guerra para o
> controle total da tv brasileira alas estratégicas do poder
imperialista.
> Alguns acham que esta internacionalização oligopólica
poderá trazer mais
> democracia, mais pluralidade, mais produção nacional. Ou
seja, acreditam que
> Robert Murdoch, Carlos Slim e Telefônica, tão empenhados
vocalizar ameaças
> ao Irã, em propagandear a ocupação e a rapina ao Iraque e
ao Afeganistão,
> em desestabilizar a Venezuela, em balcanizar a Bolívia, em
fomentar uma
> guerra entre Colômbia , Equador e Venezuela, poderão
colaborar para o
> aperfeiçoamento da democracia televisiva brasileira.
Assim como há os que
> acreditam que os novos colonizadores vão investir na tv
brasileira e não
> rapinar nossos recursos, vetando a produção nacional, tal
como fizeram no
> setor fonográfico. Neste, as multinacionais do disco
começaram gravando todo
> o tesouro da música popular brasileira, assim penetraram
no mercado
> nacional. Depois, mostraram usas garras: hoje nossos
grandes talentos
> musicais estão em gravadores independentes, que produzem
70 por cento da
> música nacional, mas têm apenas 8 por cento do espaço de
difusão no rádio e
> tv, enquanto que os oligopólios, impondo uma ditadura do
mau-gosto, gravam
> apenas 9 por cento da enorme diversidade musical
brasileira, mas controlam
> um latifúndio de 90 por cento do espaço de difusão em
rádio e tv. Ou seja, a
> oligopolização e internacionalização arruínam com a
diversidade musical
> brasileira, impondo a uma tirania do "muito mais do
mesmo", tal como já
> ocorre na tv por assinatura, agora ameaçada de uma
over-dose desta tirania,
> como passo para o controle também da tv aberta brasileira.
Mas, entre os que
> atuam na democratização da mídia, há a crença que mais
oligopólio e mais
> desnacionalização podem trazer democracia e fortalecimento
do audiovisual
> nacional. Reforçando os "argumentos" imperiais, os EUA
anunciam a
> reativação da Quarta Frota Naval para a América Latina........
>
>
>
> Só está cândida credulidade - apesar das estatísticas
> achapantes - já nos dá uma idéia do grau de
profundidade com que as
> idéias colonizadoras foram semeadas por aqui. O que também
nos dá a clara
> idéia clara da gritante necessidade de uma campanha em
defesa do audiovisual
> brasileiro, do estabelecimento de cotas de no mínimo 50
por cento para a
> produção nacional, de mecanismos para garantir da
diversidade e pluralidade
> na televisão brasileira, por meio de instrumentos que
democratizem os
> recursos públicos hoje controlados por esta bilionária
tirania do mercado
> televisivo, redirecionando-os em parte para as tvs
comunitárias e
> universitárias, permitindo sua massificação e elevação
qualitativa, para
> programas de popularização da leitura de jornais e
revistas, para a
> disseminação massiva e gratuita de tele-centros públicos
de acesso à
> internet. Ou seja, é urgente fortalecer e reerguer o
estado demolido no
> setor de comunicação, única forma de barrar a ocupação
estrangeira e a
> imposição de uma ilimitada tirania de mercado.
>
>
>
> A gravidade desta ofensiva do grande capital
internacional
> teleinformativo para ocupar a tv brasileira merece uma
discussão muito mais
> aprofundada por parte do Congresso Nacional, inclusive da
Comissão de
> Relações Exteriores e Defesa Nacional, mas também do
próprio do próprio
> Ministério da Defesa, e até mesmo do Conselho da República
pois, basta ligar
> a tv para ver que a questão engloba também ameaças à
soberania nacional.
> Trata-se de decidir agora se a tv brasileira deve ser
ainda mais controlada
> pelos que comandam grandes ações internacionais
neocolonizadoras, como
> querem segmentos que confundem obediência à lógica
concentradora do mercado
> com democratização ou se devemos , ao contrário, pensar e
implementar uma
> linha de mais nacionalização de nossa tv, sintonizá-la
finalmente com a
> nossa Constituição, fortalecendo a presença do poder
público no setor,
> protegendo e revitalizando o nosso audiovisual, tal como
no exemplo dado
> pelo Presidente Lula ao criar a TV Brasil? Seremos ou não
capazes de honrar
> a brasilidade genial do Donga?
>
>
>
> Carlos Alberto de Almeida
>
> Presidente da TV Comunitária de Brasília
>
>
>
>
> Enviada por: Marcos Manhães Marins
<marcos em cinemabrasil.org.br>
>
>
Enviada por: "Murah Azevedo" <murah em uol.com.br>
Enviada por: "Carlos Alberto de Almeida" <betho em senado.gov.br>
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