assunto: [CINEBRASIL] Público critica número de documentários exibidos no Festival de

autor: Assunção Hernandes / email autor: ahma em superig.com.br     RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Quinta Novembro 27 21:11:08 BRST 2008


Cinema de Brasília
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Subject: Público critica número de documentários exibidos no Festival de
Cinema de Brasília
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        "\[\[ABDISTAS\]\]" <abdistas@>


 Olha , pessoal

 Estive no Festival de Brasília.

 As salas  estavam tão lotadas , que o produtor executivo  do filme do 
 Evaldo Mocarzel.  À MARGEM DO LIXO  , do qual eu sou produtora,  teve de 
 buscar cadeira   nos bastidores para assistir sentado. Não dava para 
 passar  nos corredores , cheio de gente  sentada no chão. Até o fotógrafo 
 do filme.

 A seção terminou tão lotada quanto  quando começou. O público aplaudiu 
 inúmeras vezes durante a projeção do   filme  e ao final  ficou aplaudindo 
 um tempão sem ir embora da sala . No debate que Rosário coordenou ,  só 
 elogios. O único reparo foi da própria  Rosário que  achava que os planos 
 que o filme tinha da  cidade  de SP, deveriam ter sido rodados em película 
 e que o filme poderia ter mais emoção   e ser menos cerebral.  O que o 
 diretor não queria. Algum problema? Não vejo.

 O filme  que passou na  primeira noite, ainda no dia seguinte repercutia 
 por todos os lados  : a surpresa  da beleza do filme , da delicadeza  e a 
 emoção que causou  no público. Aplaudido diversas vezes  durante a 
 projeção e   ao final  era uma emoção só, com gente chorando  e aplaudindo 
 ao mesmo tempo.

 O filme do Kiko, ousado, atrevido,  dividiu a platéia,  aplausos e vaias. 
 Muito sadio . Era ficção, ganhou  muitos prêmios. Saiu  da sala o público 
 que não queria continuar vendo  o filme,  em Cannes também acontece isso , 
 ninguém critica por isso.  O júri , gostou e premiou bastante .  Isso é a 
 diversidade

 Não vi o filme do Cariri , porque não estava lá no dia da projeção.

 Mas finalmente posso dizer  que o único filme  que teve debandada de 
 público foi o do último dia, pois o  documentário era longo :  2 horas e 
 meia, a projeção  começa tarde, antes  mostra dois curtas,   terminou  uma 
 hora  da manhã ,  o que pode ter contribuído para isso. Ou não . Pode não 
 ter gostado do filme. Isso acontece.

 Ouvi muita gente  surpreso com o número de documentários concorrendo, pois 
 não é usual. Mas  reclamando, sinceramente, não vi, a não ser  uma parte 
 da imprensa, que comentava e alguns criticavam: era novidade, era assunto. 
 Eles precisam disso. Polêmica vende jornal.  E  vejam  que os dois filmes 
 mais bem votados pelo público foi em primeiro lugar A MARGEM DO LIXO, que 
 emocionou pelos depoimentos das  duras histórias de vidas dos catadores, 
 contadas por eles mesmos e sua superação, transformando-se hoje em líderes 
 conscientes de seu papel importante na sociedade , enquanto agentes 
 defensores da qualidade ambiental. O  segundo mais   votado , era  um 
 documentário , que ninguém ouvira falar, O MILAGRE DE SANTA LUZIA,  de um 
 diretor quase dsesconhecido  em nossas hostes, Sérgio Rozemblit. Filme 
 delicado,  emocionante , sensível     e   que remete à busca da 
 brasilidade através de um  artista popular que povoa  o imaginário do povo 
 brasileiro de todas as classes :  Dominguinhos. Foi um sucesso total. 
 Lavou  a alma. Aplausos, choro, público grato ao cinema   brasileiro, o 
 único que poderia mostrar  esta história.

 Não foi bom? Pra mim , foi.

 Queremos a mesmice ? O repeteco ?  O já configurado ha séculos?
 Porque não uma surpresa ?
 O que há de errado nisso, eu pergunto ? Afinal é apenas um Festival de 
 Cinema .


 Abrçs.


 Assunção Hernandes

 PS: A  ABD - que nasceu documentarista , deveria comemorar.





 pois é.. acredito que essa matéria poderia render um debate nosso..
 saber se realmente teve uma efetiva reclamação durante o Festival. Saber
 quantos filmes foram inscritos e de quais gêneros eram.. Alguém tem essa
 informação?

 2008/11/27 Solange Lima <solangelima em gmail.com>

> Nossa equilibrar a programação...
> Que é isso gente, o Documentário é uma das mais forte forma de expressão.
> Até a ficção é um documento de um registro de uma história;
> Pera ai, se teve mais DOCs é por que mais DOCs forma inscritos e é esse
> gênero que está predominando neste momento.
> Por que quando só tem ficção ninguém acha "desequilibrado"...
> Abs,
> Solange
>
> 2008/11/26 Carolina Paraguassú Dayer <carolparaguassu em gmail.com>
>
> >  26 de Novembro de 2008 - 11h50 -  Última modificação em 26 de Novembro
> de
> > 2008 - 12h25
> >
> >
> > Público critica número de documentários exibidos no Festival de Cinema 
> > de
> > Brasília
> >
> >  Morillo Carvalho
> > *Repórter da Agência Brasil*
> >
> >    [image: envie por
> > e-mail]<
> >
>
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/26/materia.2008-11-26.36436
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> > [image: download
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http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/26/materia.2008-11-26.36436
41332/save_content
> > >
> >
> > Brasília - O número excessivo de documentários prejudicou a programação
> da
> > 41ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que terminou
> ontem
> > (25) à noite. "Nada contra documentários, pelo contrário. Mas faltou
> > equilíbrio na programação. Queria ver mais ficção", disse o estudante 
> > de
> > cinema Carlos Taimbé. Morando em São Paulo há três anos, esse 
> > brasiliense
> > não deixou de vir aos três últimos festivais.
> >
> > "A programação ficou enfraquecida", opinou a atriz Luciana Mendes, ao
> > reforçar as críticas quase unânimes ao excessivo número de 
> > documentários
> > exibidos durante o festival.  Dos seis longas-metragens concorrentes,
> > quatro
> > eram documentários. Apenas Siri-Ará, do cearense Rosemberg Cariry, era 
> > só
> > ficção. O outro, o *Filmefobia*, do diretor Kiko Goifman, fica entre os
> > dois
> > gêneros: é meio realidade e meio ficção. Talvez  por isso tenha levado 
> > o
> > prêmio de melhor filme do festival.
> > Uma das juradas, Sandra Corveloni, acredita que talvez seja necessário
> > chegar a um equilíbrio entre ficção e realidade no  festival para
> favorecer
> > escolhas como os prêmios de melhor ator e melhor atriz. Mas não 
> > criticou
> a
> > organização pela seleção: "Quem sou eu para julgar uma questão com essa
> > magnitude? Isso pode ser mesmo reflexo da produção brasileira".
> >
> > É nisso que o diretor do festival, Fernando Adolfo, acredita. Além de
> estar
> > convencido de que o que ocorre é uma maior produção de filmes do 
> > gênero,
> > ele
> > também acha que as escolhas "mantém o conceito" do Festival de 
> > Brasília.
> > "Hoje, o Brasil tem 132 ou mais festivais de cinema. Todos são muito
> > parecidos, predomina o glamour e o sentido mais comercial. Brasília 
> > nunca
> > se
> > preocupou com isso", avalia.
> >
> > "A ficção sempre foi maioria no festival e isso ocorre porque o
> > documentário
> > é discriminado. E este ano nós temos uma excelente produção de
> > documentários. E eles levam de três a cinco anos para serem concluídos. 
> > E
> > isso se dá pela dificuldade de se captar recursos", completa.
> >
> > O filme que mais premiado entretanto, não é documentário. *Filmefobia,
> *que
> > ganhou o prêmio de melhor filme do festival e outros quatro, usa
> elementos
> > documentais e ficcionais na obra. Sob uma platéia dividida – metade
> > aplaudia
> > e metade vaiava, na entrega do primeiro prêmio –, Goifman disse que não
> tem
> > problemas em receber manifestações contrárias à sua obra.
> >
> > "As vaias significam que, felizmente, eu não tenho a menor pretensão de
> > unanimidade com esse filme. As vaias são bem-vindas também, a gente 
> > vive
> > num
> > país democrático", afirma. O *Filmefobia* retrata o cotidiano de 
> > pessoas
> > com
> > os mais diversos tipos de medo e despertou variadas reações no público
> > durante a exibição, já que mostra cenas que parecem de tortura.
> >
> > Outro longa que se destacou entre os premiados foi o documentário *À
> Margem
> > do Lixo*, de Evaldo Mocarzel. Com três prêmios - entre eles, o de 
> > melhor
> > filme pelo júri popular -, o filme mostra, de forma objetiva, as
> histórias
> > e
> > o cotidiano de quem vive da reciclagem de papel, plástico e metais na
> > cidade
> > de São Paulo. A proposta do filme é mostrar que essa é uma das poucas
> > formas
> > de tirar pessoas das ruas e dar um pouco de dignidade a elas.

Enviada por: Assunção Hernandes <ahma em superig.com.br>

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