
autor: Assunção Hernandes / email autor: ahma em superig.com.br
RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Quinta Novembro 27 21:11:08 BRST 2008
Cinema de Brasília
Sender: owner-cinemabrasil em cinemabrasil.org.br
Precedence: bulk
Reply-To: cinemabrasil em cinemabrasil.org.br
MIME-Version: 1.0
Content-Type: text/plain; charset="iso-8859-1"
Content-Transfer-Encoding: 8bit
CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do Cinema Brasileiro
____________________________________________________________________________
SÓ DVD's E FITAS ORIGINAIS, fornecidas pelos produtores e /ou distribuidores
BRAZILIANFILMS.com !
Distribuidora virtual dedicada a espalhar filmes brasileiros pelo Planeta
Convênio com o CINEMABRASIL.org.br autorizado pelo CTAv/SAV/MinC(ex-Funarte)
Distribui os filmes do CTAV e outros títulos. VISITE O SITE abaixo:
NÃO DEIXE DE COMPRAR O LANÇAMENTO EM DVD DO LONGA "RAINHA DIABA"
<a href= http://brazilianfilms.com.br > BRAZILIANFILMS.com </a>
^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^
Subject: Público critica número de documentários exibidos no Festival de
Cinema de Brasília
Cc: ABD GOIAS <abdgo em grupos.com.br>, cinema_br em googlegroups.com,
cinema_go em googlegroups.com, Cinema de A a Z <roteirogyn em grupos.com.br>,
"\[\[ABDISTAS\]\]" <abdistas@>
Olha , pessoal
Estive no Festival de Brasília.
As salas estavam tão lotadas , que o produtor executivo do filme do
Evaldo Mocarzel. À MARGEM DO LIXO , do qual eu sou produtora, teve de
buscar cadeira nos bastidores para assistir sentado. Não dava para
passar nos corredores , cheio de gente sentada no chão. Até o fotógrafo
do filme.
A seção terminou tão lotada quanto quando começou. O público aplaudiu
inúmeras vezes durante a projeção do filme e ao final ficou aplaudindo
um tempão sem ir embora da sala . No debate que Rosário coordenou , só
elogios. O único reparo foi da própria Rosário que achava que os planos
que o filme tinha da cidade de SP, deveriam ter sido rodados em película
e que o filme poderia ter mais emoção e ser menos cerebral. O que o
diretor não queria. Algum problema? Não vejo.
O filme que passou na primeira noite, ainda no dia seguinte repercutia
por todos os lados : a surpresa da beleza do filme , da delicadeza e a
emoção que causou no público. Aplaudido diversas vezes durante a
projeção e ao final era uma emoção só, com gente chorando e aplaudindo
ao mesmo tempo.
O filme do Kiko, ousado, atrevido, dividiu a platéia, aplausos e vaias.
Muito sadio . Era ficção, ganhou muitos prêmios. Saiu da sala o público
que não queria continuar vendo o filme, em Cannes também acontece isso ,
ninguém critica por isso. O júri , gostou e premiou bastante . Isso é a
diversidade
Não vi o filme do Cariri , porque não estava lá no dia da projeção.
Mas finalmente posso dizer que o único filme que teve debandada de
público foi o do último dia, pois o documentário era longo : 2 horas e
meia, a projeção começa tarde, antes mostra dois curtas, terminou uma
hora da manhã , o que pode ter contribuído para isso. Ou não . Pode não
ter gostado do filme. Isso acontece.
Ouvi muita gente surpreso com o número de documentários concorrendo, pois
não é usual. Mas reclamando, sinceramente, não vi, a não ser uma parte
da imprensa, que comentava e alguns criticavam: era novidade, era assunto.
Eles precisam disso. Polêmica vende jornal. E vejam que os dois filmes
mais bem votados pelo público foi em primeiro lugar A MARGEM DO LIXO, que
emocionou pelos depoimentos das duras histórias de vidas dos catadores,
contadas por eles mesmos e sua superação, transformando-se hoje em líderes
conscientes de seu papel importante na sociedade , enquanto agentes
defensores da qualidade ambiental. O segundo mais votado , era um
documentário , que ninguém ouvira falar, O MILAGRE DE SANTA LUZIA, de um
diretor quase dsesconhecido em nossas hostes, Sérgio Rozemblit. Filme
delicado, emocionante , sensível e que remete à busca da
brasilidade através de um artista popular que povoa o imaginário do povo
brasileiro de todas as classes : Dominguinhos. Foi um sucesso total.
Lavou a alma. Aplausos, choro, público grato ao cinema brasileiro, o
único que poderia mostrar esta história.
Não foi bom? Pra mim , foi.
Queremos a mesmice ? O repeteco ? O já configurado ha séculos?
Porque não uma surpresa ?
O que há de errado nisso, eu pergunto ? Afinal é apenas um Festival de
Cinema .
Abrçs.
Assunção Hernandes
PS: A ABD - que nasceu documentarista , deveria comemorar.
pois é.. acredito que essa matéria poderia render um debate nosso..
saber se realmente teve uma efetiva reclamação durante o Festival. Saber
quantos filmes foram inscritos e de quais gêneros eram.. Alguém tem essa
informação?
2008/11/27 Solange Lima <solangelima em gmail.com>
> Nossa equilibrar a programação...
> Que é isso gente, o Documentário é uma das mais forte forma de expressão.
> Até a ficção é um documento de um registro de uma história;
> Pera ai, se teve mais DOCs é por que mais DOCs forma inscritos e é esse
> gênero que está predominando neste momento.
> Por que quando só tem ficção ninguém acha "desequilibrado"...
> Abs,
> Solange
>
> 2008/11/26 Carolina Paraguassú Dayer <carolparaguassu em gmail.com>
>
> > 26 de Novembro de 2008 - 11h50 - Última modificação em 26 de Novembro
> de
> > 2008 - 12h25
> >
> >
> > Público critica número de documentários exibidos no Festival de Cinema
> > de
> > Brasília
> >
> > Morillo Carvalho
> > *Repórter da Agência Brasil*
> >
> > [image: envie por
> > e-mail]<
> >
>
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/26/materia.2008-11-26.36436
41332/sendto_form
> > >
> > [image: imprimir] <javascript:this.print();>
> > [image: comente/comunique
> > erros]<
> >
>
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/26/materia.2008-11-26.36436
41332/canal_do_leitor
> > >
> > [image: download
> > gratuito]<
> >
>
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/26/materia.2008-11-26.36436
41332/save_content
> > >
> >
> > Brasília - O número excessivo de documentários prejudicou a programação
> da
> > 41ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que terminou
> ontem
> > (25) à noite. "Nada contra documentários, pelo contrário. Mas faltou
> > equilíbrio na programação. Queria ver mais ficção", disse o estudante
> > de
> > cinema Carlos Taimbé. Morando em São Paulo há três anos, esse
> > brasiliense
> > não deixou de vir aos três últimos festivais.
> >
> > "A programação ficou enfraquecida", opinou a atriz Luciana Mendes, ao
> > reforçar as críticas quase unânimes ao excessivo número de
> > documentários
> > exibidos durante o festival. Dos seis longas-metragens concorrentes,
> > quatro
> > eram documentários. Apenas Siri-Ará, do cearense Rosemberg Cariry, era
> > só
> > ficção. O outro, o *Filmefobia*, do diretor Kiko Goifman, fica entre os
> > dois
> > gêneros: é meio realidade e meio ficção. Talvez por isso tenha levado
> > o
> > prêmio de melhor filme do festival.
> > Uma das juradas, Sandra Corveloni, acredita que talvez seja necessário
> > chegar a um equilíbrio entre ficção e realidade no festival para
> favorecer
> > escolhas como os prêmios de melhor ator e melhor atriz. Mas não
> > criticou
> a
> > organização pela seleção: "Quem sou eu para julgar uma questão com essa
> > magnitude? Isso pode ser mesmo reflexo da produção brasileira".
> >
> > É nisso que o diretor do festival, Fernando Adolfo, acredita. Além de
> estar
> > convencido de que o que ocorre é uma maior produção de filmes do
> > gênero,
> > ele
> > também acha que as escolhas "mantém o conceito" do Festival de
> > Brasília.
> > "Hoje, o Brasil tem 132 ou mais festivais de cinema. Todos são muito
> > parecidos, predomina o glamour e o sentido mais comercial. Brasília
> > nunca
> > se
> > preocupou com isso", avalia.
> >
> > "A ficção sempre foi maioria no festival e isso ocorre porque o
> > documentário
> > é discriminado. E este ano nós temos uma excelente produção de
> > documentários. E eles levam de três a cinco anos para serem concluídos.
> > E
> > isso se dá pela dificuldade de se captar recursos", completa.
> >
> > O filme que mais premiado entretanto, não é documentário. *Filmefobia,
> *que
> > ganhou o prêmio de melhor filme do festival e outros quatro, usa
> elementos
> > documentais e ficcionais na obra. Sob uma platéia dividida – metade
> > aplaudia
> > e metade vaiava, na entrega do primeiro prêmio –, Goifman disse que não
> tem
> > problemas em receber manifestações contrárias à sua obra.
> >
> > "As vaias significam que, felizmente, eu não tenho a menor pretensão de
> > unanimidade com esse filme. As vaias são bem-vindas também, a gente
> > vive
> > num
> > país democrático", afirma. O *Filmefobia* retrata o cotidiano de
> > pessoas
> > com
> > os mais diversos tipos de medo e despertou variadas reações no público
> > durante a exibição, já que mostra cenas que parecem de tortura.
> >
> > Outro longa que se destacou entre os premiados foi o documentário *À
> Margem
> > do Lixo*, de Evaldo Mocarzel. Com três prêmios - entre eles, o de
> > melhor
> > filme pelo júri popular -, o filme mostra, de forma objetiva, as
> histórias
> > e
> > o cotidiano de quem vive da reciclagem de papel, plástico e metais na
> > cidade
> > de São Paulo. A proposta do filme é mostrar que essa é uma das poucas
> > formas
> > de tirar pessoas das ruas e dar um pouco de dignidade a elas.
Enviada por: Assunção Hernandes <ahma em superig.com.br>
ENCONTRE OS PROFISSIONAIS: http://cinemabrasil.org.br/cadastro/
[a lista cinemabrasil tem 1802 assinantes neste momento]
As listas cinemabrasil, cinema e roteiristas têm: 2683 assinaturas
Estique seus pes, relaxe, e assista trailers e entrevistas "em tempo real"
. TV-Net CinemaBrasil - http://cinemabrasil.org.br/tv-netbr.html
___________________________________________________________________________
. Para sair da lista envie mensagem To: Majordomo em cinemabrasil.org.br .
.com 1 unica linha no texto da mensagem: UNSubscribe ciNEMABRASIL seuEmail.
.Projeto Cultural CINEMA BRASIL NA INTERNET http://www.cinemabrasil.org.br.
. Coordenador: .
. MarcosManhaesMarins em cinemabrasil.org.br .
^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^