assunto: [CINEBRASIL] MinC veta a verba de Caetano

autor: Roberto Farias / email autor: rf.farias em uol.com.br     RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Segunda Junho 22 17:53:13 BRT 2009


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Gindre.
Você é que está me fazendo perder tempo. Sobre suas opiniões usei argumentos 
irrespondíveis: você defende a Censura e o Dirigismo, com a desculpa de 
defender o dinheiro público e é por isso que desvirtua o debate. Mas fique 
tranquilo. Paro por aqui e espero, porque o tempo me dará razão.
Roberto Farias

----- Original Message ----- 
From: "Gustavo Gindre" <gindre em indecs.org.br>
To: <cinemabrasil em cinemabrasil.org.br>
Sent: Friday, June 19, 2009 9:58 AM
Subject: Re: [CINEBRASIL] MinC veta a verba de Caetano

Roberto, minha opinião sobre o assunto está expressa na mensagem
anterior.

Quanto a sua opinião a meu respeito, tenho mais o que fazer da vida.
Não vou ficar perdendo tempo com bonecos de ventríloco.

Se for brigar, prefiro brigar com o próprio ventríloco.

Abraços,
Gustavo.


Roberto Farias escreveu:
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Caro Gindre,
Sua retórica de defesa dos recursos públicos não justifica a CENSURA de
nenhuma maneira, menos ainda o DIRIGISMO. Em primeiro lugar, você não vive
num país de regime totalitário, estamos num país capitalista que obedece a
regras do capitalismo. O princípio da renúncia fiscal é consagrado nesse
regime e os detentores dos direitos da dita renúncia têm o direito de
escolha. Nunca fui entusiasta desse processo, porque tira do artista, do
cineasta a liberdade de expressão que deve ser exclusivamente dele. Mas este
é o sistema escolhido e utilizado há algo como 10 anos no país. Sabemos que
não há regime perfeito, mas a democracia é o melhor de todos. Boscando
contornar os princípios do regime vigente (renúncia fiscal / capitalismo)
você fala de critérios a serem elaborados para uma comissão escolher quem
merece ou não no lugar da iniciativa privada. Comissões nomeadas por poucos,
que podem escolher seus membros como quiser, mantendo nelas maioria do
governo não é democrática, é totalitária, é CENSURA BRABA. . Você e seus
seguidores arvoram-se no direito de decidir quem merece e quem não merece,
com o argumento de defesa do dinheiro público, dizendo-o finito.

Nunca houve tantos milhões em renúncia fiscal. E pessoas como você acham que
quem consegue êxito, chegar ao público e ser aplaudido por ele não tem os
mesmos direitos dos escolhidos pelas comissões que você defende. &Eacute; o
oposto,
Gindre. Caetano tem esse direito, e o fez por merecer.

Sinto muito Gindre. Sua posição é típica dos regimes totalitários. Não há
como escapar. Não há defesa para quem defende a CENSURA e o DIRIGISMO. E é
isso que você defende, um ser seco e sem talento, buscando uma forma de
poder sobre quem é capaz de criar. E nada do que você disser esconderá a sua
tendência totalitária de quem nunca fez nada e o máximo que pode pretender é
um assento em tais comissões para negar direito aos incentivos de lei a um
patrimônio nacional, como é o caso de Caetano Velloso. Imagino o prazer que
você sentiu ao saber do veto ao Caetano (ou você fez parte da comissão?).
Não há critérios capazes de mascarar a Censura de comissões forjadas por
pessoas como você, mantendo sempre a maioria de membros do governo, com a
desculpa de que os recursos são públicos e finitos. Sob este pretexto, o que
você defende é o direito do governo de escolher os membros de tais comissões
e ainda manter maioria de seus membros para poder dizer à nação a cultura
que ela deve ou não deve ter acesso. Acorda Gindre, admita que você não é o
democrata que pretende parecer.

Roberto Farias

----- Original Message ----- 
From: "Gustavo Gindre" <a classTo: <a classSent: Tuesday, June 16, 2009 
10:41 AM
Subject: Re: [CINEBRASIL] MinC veta a verba de Caetano


1) O recurso público é finito. Não dá para financiar todos os projetos
culturais existentes.

2) Sendo os recursos finitos, é mais do que &Oacute;BVIO que devem existir
critérios para o uso destes recursos.

3) O critério atual (sim, ele existe!) é o Estado abrir mão de definir
critérios para o uso de recursos públicos, transferindo essa
responsabilidade para os gerentes de marketing de empresas privadas,
através do mecanismo de renúncia fiscal.

4) Como estes gerentes definem "a este dou, ao outro não dou" os
recursos públicos, por esta lógica esdrúxula, seria de se supor que
estes tambem fazem CENSURA BRABA.

5) Como para alguns o uso de qualquer critério parece ser igual a
censura, a única saída seria dar dinheiro para todo mundo que pedir.
Bastaria chegar no MinC com um projeto e o dinheiro seria liberado.

6) Caso contrário, CABE EXPLICAR porque as comissões estatais praticam
CENSURA BRABA quando definem quem pode usar os recursos públicos e os
gerentes de marketing das empresas privadas não praticam CENSURA BRABA
quando igualmente definem quem pode usar os recursos públicos. Por que
num caso é censura e no outro não?

7) Muito mais democrático do que a gestão privada dos recursos públicos
(com critérios pouco claros e processos nada transparentes), parece ser
a existência de comissões plurais, com critérios claros e definidos a
priori, com procedimentos transparentes, que possam julgar sobre o uso
dos recursos públicos e finitos.

8) Portanto, o verdadeiro debate que interessa não é ladainha (falsa!)
sobre censura, mas o debate de conteúdo sobre:
- qual a composição mais democrática e representativa para essas comissões?
- quais os critérios para uso de verbas públicas, e finitas, na cultura?
- quais os procedimentos (com direito a recursos) devem ser adotados
para garantir um trâmite transparente à decisão?

9) Se há críticas aos procedimentos dessas comissões, vamos então lutar
por comissões mais democráticas, por critérios mais justos e por
processos mais transparentes. Essa é a luta que os setores democráticos
e progressistas devem fazer no campo da cultura. Mas, não dá é para
aceitar a ladainha de que as comissões praticam CENSURA BRABA, mas os
gerentes de marketing (que usam recursos públicos), não praticam CENSURA
BRABA.

* - Censura mesmo é aquela praticada na TV paga brasileira. No site da
Ancine há um estudo que comprova que nos canais da TV paga destinados a
séries e filmes, o conteúdo nacional ocupa menos de 1% da grade. E uma
única empresa, a NET Brasil, define que mais de 80% dos assinantes (NET
Serviços, Sky e franqueadas) só terão acesso ao conteúdo nacional
dramatúrgico através de um único canal de televisão (Canal Brasil - dito
independente). Isso sim é CENSURA BRABA, BRABÍSSIMA.




Roberto Farias escreveu:
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Caros amigos.
Espero que o Ministro anule esta decisão.
Não consigo imaginar uma comissão que se sinta capaz de dividir
brasileiros
entre os que merecem e os que não merecem incentivos. Se algum critério
deva
existir, este deveria ser o do mérito, do currículo, e não o "achismo".
Por
mérito e currículo, Caetano merece isso e muito mais. Poucos, como ele,
contribuiram para qualidade da música brasileira . Alerto aos colegas que
não protestam, que vêem estas coisas acontecerem e não protestam; que sob
a
justificativa de que as comissões são necessárias, avalisam a censura com
seu silêncio. Sim, porque isso é censura. Como alguém se atreve a dizer
que
ele não merece porque não precisa? Então é assim? uma comissão decide que
fulano precisa, fulano não precisa. A este eu dou, ao outro não dou.
Gente!
isso é CENSURA BRABA! Ninguém tem esse direito! Vivo me prometendo não me
meter, não interferir, pendurar minhas chuteiras de participante político
desta nossa atividade, mas não dá para calar diante de uma coisa como
essa!

Roberto Farias

Enviada por: Gustavo Gindre <a class


Enviada por: Gustavo Gindre <gindre em indecs.org.br>




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