
autor: Marcos Manhães Marins / email autor: marcos em cinemabrasil.org.br
RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Sexta Novembro 23 02:38:28 BRST 2007
CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do Cinema Brasileiro
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VIII Projeta Brasil CINEMARK
195.000 espectadores assistiram neste 5 de Novembro a filmes brasileiros
pagando 2,00 o ingresso, no maior evento do Brasil de cinema nacional
Toda a renda tem sido revertida para iniciativas de apoio à produção nacional
conforme relatórios anuais constantes do site da CINEMARK
<a href= http://cinemabrasil.org.br/cmar.html > Clique e comprove!</a>
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RECORD
O vídeo BRASILEIRO mais assistido nos últimos 3 anos foi o documentário de
entrevistas intitulado AUTO-HEMOTERAPIA... Estima-se que mais de 20 MILHÕES
de pessoas assistiram ao vídeo, e sem ele passar na TV. Está no youtube,
no video.google, à venda pela internet, DVD copiado e passado de mão em mão.
Superou o TROPA DE ELITE e todos os demais audiovisuais brasileiros dos
últimos tempos, excluindo os que foram passados na TV aberta. DONA FLOR E
SEUS DOIS MARIDOS foi visto por 11 ou 12 milhões. E este foi o "record" de
público de qualquer filme ou vídeo brasileiro.
A curiosidade DO POVO começou quando uma técnica secular foi descrita pelo
Doutor Luiz Moura, capaz de curar sintomas de variadas doenças denerativas
(do coração, cérebro, etc) através da quadruplicação de ANTICORPOS. E o que
intrigava? Tudo o que era preciso era uma seringa descartável e se retirar
10 ml de sangue da veia do braço do doente e aplicar no músculo do próprio
braço do doente, na mesma hora. Podia ser feito em casa ou na farmácia,
como o doente preferisse.
Mas o que faz estes "documentários" de baixa qualidade serem tão procurados?
Bruxa de Blair foi um pseudo-documentário pseudo-artístico que rodou mundo,
da internet à pirataria, chegou na época a todo canto. E seria este o futuro
da "distribuição de audiovisual" no planeta? O Youtube e sistemas similares?
A pirataria? COMO controlar este descontrole que se anuncia?
E o que fez o vídeo AUTO-HEMOTERAPIA (AH) ser ainda mais procurado?
Os conselhos de medicina federal e estaduais PROIBIRAM a prática alegando
que "não existem estudos científicos sobre a auto-hemoterapia". Não alegavam
que havia provas de prejuízos causados pela técnica, mas simplesmente que
não havia estudos que comprovassem sua eficácia. Desta forma, ratificava-se
o depoimento do Dr. Luiz Moura - de que não interessa às autoridades e
principalmente não interessa aos grandes laboratórios PERMITIR uma técnica
simples que seria capaz de salvar vidas SEM USAR TANTO REMÉDIO CARO.
ESTE VÍDEO TOCOU A ALMA DO POVO, FOI ISSO.
Se a AH é panacéia, COMO SABER?
CRM e CR estaduais interditaram farmácias, processaram médicos que indicavam
e puniram enfermeiros que aplicavam a AH.
SE não há estudos científicos sobre a AutoHemoterapia (na verdade, sempre
são citados em vários sites do Brasil e do mundo, é só procurar no google),
então POR QUE o MINISTÉRIO DA SAÚDE não destacou uma equipe para avaliar as
promessas da AUTOHEMOTERAPIA em caráter de urgência ?
Os cidadãos que utilizam a AH, ou queriam utilizar mas estão receosos,
resolveram fazer uma CAMPANHA NACIONAL, recolher mais de um milhão de
assinaturas em favor de o GOVERNO iniciar um estudo urgente para avaliar
os efeitos positivos, e negativos (que todo remédio também tem), para
alertar, EM VEZ DE PROIBIR.
Como todos sabem, um ABAIXO-ASSINADO feito com seriedade, colhendo mais
de UM MILHÃO DE ASSINATURAS devidamente identificadas, tem valor de
PROJETO DE LEI, tem de ser levado em conta pelo EXECUTIVO e pelo
LEGISLATIVO, tem de ser votado em plenário do Congresso Nacional.
Confesso que tenho curiosidade e interesse mesmo em saber mais sobre
este tratamento dito revolucionário, e PROIBIDO no Brasil, que tem de
ser feito como são feitos os abortos, clandestinamente, sem qualquer
acompanhamento médico, pois mesmo os médicos que acreditam, temem
ser PUNIDOS, como muitos já foram.
As pessoas que estão assinando dizem-se ser:
"Pessoas que entendem que a auto-hemoterapia deve ser pesquisada
urgentemente, sim, pesquisar e cadastrar nos Postos de Saúde quem
já se beneficia, e quem queira se beneficiar. Tornar prática de
tratamento gratuito, oferecido como política governamental de
prevenção e promoção da saúde, do mesmo modo que o são as vacinas
e o soro caseiro."
Que INTERESSANTE como um audiovisual brasileiro pode mobilizar tanta
gente... Como muitos longas não conseguem mais.
Eu vou assinar. E vocês?
Marcos Manhães Marins
CINEMABRASIL.org.br
http://www.campanhaauto-hemoterapia.blogspot.com/
Exmo. Sr. Presidente da República
Exmo. Sr. Ministro de Estado da Saúde
Endereço:
Os signatários, brasileiros, capazes, devidamente identificados, adeptos,
usuários, praticantes, defensores, estudiosos, apoiadores voluntários e
simpatizantes da terapêutica denominada AUTO-HEMOTERAPIA (AHT), amparados
pelos ditames da Constituição Federal de 1988 e animados pelas iniciativas
de V. Exas em favor de políticas públicas mais justas, vêm:
I - promover DESAGRAVO AO CIDADÃO MÉDICO – DR. LUIZ MOURA, pelos ataques e
acusações a ele dirigidos por alguns representantes de sua própria categoria
profissional;
II - defender o direito de aplicação e uso da referida técnica terapêutica,
passando a expor e peticionar, pelas razões e nos termos seguintes.
1. INTRODUÇÃO 2. OS FATOS 3. RAZÕES DO PEDIDO E DESAGRAVO 4. FUNDAMENTOS
LEGAIS 5. O PEDIDO
1. INTRODUÇÃO
Como introdução à temática motivadora deste documento, foi escolhido o
artigo do escritor Ralph Viana, que figurou como reportagem de capa do
Jornal Bem Estar, de Porto Alegre, em maio deste ano, e aqui parcialmente
reproduzido. O autor, que é psicólogo (UFRS/1976) e mestre (FGV), escreveu
com muita propriedade sobre o assunto.
"QUANDO O CORPO CURA, E É INTERDITADO.
Uma terapia simples e eficiente, que aproveita os recursos do próprio corpo,
dissemina-se pelo Brasil e é discutida em jornais e em programas dominicais
da televisão.
Uma prática tradicional da saúde, utilizada desde 1911, está nas manchetes
de jornais e programas de televisão do Brasil em 2007. Não por seus
reconhecidos e comprovados benefícios, mas porque querem interditá-la, mesmo
sem conhecerem suas bases e as experiências feitas a respeito. A manchete do
programa Fantástico excedeu em seu julgamento prévio, "auto-picaretagem",
apesar de mostrar depoimentos de várias pessoas que declararam que
melhoraram enormemente com seu uso, depois que médicos desistiram de seus
casos.(...)
O QUE É? - Auto-hemoterapia é uma técnica de estimulação imunológica que
consiste da retirada de sangue da veia (da prega do cotovelo) e reposição
imediata no músculo da nádega ou do braço da própria pessoa, estimulando
assim o Sistema Retículo-Endotelial (S.R.E), o que provoca a quadruplicação
dos macrófagos em todo organismo (ABMC, 2004).
Segundo o médico Ricardo Veronesi, o macrófago é uma célula importante no
mecanismo de defesa do sistema imunológico do organismo, já que responde por
várias funções: destruição de vírus, bactérias, complexos auto-imunes e
células anormais (neoplásicas); eliminação do excesso de colesterol; limpeza
de esteróides; regulação de hormônios; auxilia na desintoxicação do
organismo e metabolismo de drogas; remoção de micro-agregados de fibrina e
prevenção de coagulação intra-vascular. Portanto, a auto-hemoterapia
funcionaria como uma vacina inespecífica, estimulando o organismo a
fortalecer suas defesas contra qualquer agressão externa. Esta é sua função
primordial.
UM POUCO DA HISTÓRIA - Apesar dos vários comentários das "autoridades"
médicas, afirmando que a auto-hemoterapia não tem fundamentação científica
ou estudos prévios, uma simples pesquisa é suficiente para traçar seu
percurso histórico.
Em 1911, o médico F. Ravaut registrou sua utilização em diversas
enfermidades infecciosas, em particular na febre tifóide e em várias
dermatoses. O Dr. Ravaut usou também a auto-hemoterapia em certos casos de
asma, urticária e estados anafiláticos (Dic. Enciclopédico de Medicina, Tomo
1, de L. Braier).
Em 1912, o professor Sicard, da Sorbonne, Paris, utilizou-a empiricamente em
tratamento de infecções e também para tratar da acne juvenil, com resultados
muito positivos. Tal prática disseminou-se na Europa.
Em 1941, o Dr. Leopoldo Cea, no "Dicionário de Términos Y Expressiones
Hematológicas", pg. 37, cita: auto-hemoterapia: "método de tratamento que
consiste em injetar a um indivíduo cierta cantidad de sangre total (suero Y
glóbules) tomada de este mismo indivíduo". No mesmo ano, o Dr. H. Dousset
coloca a auto–hemoterapia na classificação de técnicas indispensáveis: "É
muito útil em certos casos, para dessensibilizações".
Em 1976, Stedman, no "Dicionário Médico", 25ª edição, pg. 129, cita a
utilização da auto-hemoterapia, descrevendo seu procedimento. O mesmo
acontece no livro "Index Clínico" – Alain Blacove Belair, publicado em 1977.
Ou seja, a auto-hemoterapia é uma técnica reconhecida há muito tempo no
campo médico, indicada por várias autoridades e com vários estudos
publicados. Portanto, não cabem os argumentos das "autoridades" de que se
trata de uma técnica pouco conhecida e sem estudos realizados.
BRASIL NA VANGUARDA - Mas no Brasil é que foi realizada a pesquisa mais
esclarecedora sobre o tema. O professor Jesse Teixeira, médico consagrado em
nosso País (talvez o médico brasileiro mais conhecido entre as décadas de
1940/60), provou que o Sistema Retículo-Endotelial era ativado pela
auto-hemoterapia, em seu trabalho publicado e premiado em 1940 na "Revista
Brasil – Cirúrgico", (...) março.
Dr. Jesse Teixeira provocou a formação de uma bolha na coxa de pacientes,
com cantárida, substância irritante. Fez a contagem dos macrófagos – células
de defesa do sistema imunológico. Antes da auto-hemoterapia, a cifra foi de
5%. Após a auto-hemoterapia, a cifra subiu a partir da 1ª hora, chegando
após 8 horas a 22%. Manteve-se em 22% durante 5 dias e finalmente declinou
para 5% no 7º dia após a aplicação. Ou seja, o estudo comprovou que a
auto-hemoterapia provoca a quadruplicação dos macrófagos, aquelas células
multifuncionais do sistema imunológico descritas por outro eminente médico
brasileiro, Dr. Ricardo Veronesi. Uma pesquisa científica conclusiva.
ESTUDOS IMPRESSIONANTES! A partir dessa constatação, Dr. Jesse Teixeira
realizou um estudo com a aplicação da auto-hemoterapia em pacientes que
foram submetidos à cirurgia de pulmão, comprovando seu impressionante
efeito: 0% de infecção hospitalar ou complicações pós-operatórias! Utilizou
ele a autohemotransfusão de 20 cc logo após a operação, estando o doente
ainda na mesa de operação.
A pesquisa foi baseada em 150 observações, das quais a maioria pertencente à
cirurgia de urgência (sem realização de profilaxia prévia), através dos
casos passados pelo Serviço "Daniel de Almeida" a cargo do Dr. Jorge Dória,
no Hospital de Pronto Socorro, no Rio de Janeiro, em 1937. Esta foi a
primeira pesquisa brasileira publicada sobre o assunto, tendo sido premiada
na categoria de originalidade, em março de 1940, na Revista "Brasil
Cirúrgico". (Nota do Redator: Tenho disponível o trabalho, tanto xerocado em
sua grafia original, quanto com ortografia atualizada).
Nosso País, que tão raramente se destaca no campo da pesquisa em qualquer
área, obteve, através deste trabalho, uma posição de destaque na pesquisa
médica no campo da imunologia. O não conhecimento desta pesquisa e sua não
utilização na saúde pública por décadas mostram o quanto não é valorizada a
iniciativa dos pesquisadores nacionais (vale lembrar que tivemos um
presidente, Tancredo Neves, que morreu de infecção hospitalar!)
Outros trabalhos significativos foram feitos pelo Dr Luiz Moura, eminente
médico carioca, o primeiro presidente médico do INAMPS. Quando estudante de
Medicina, Dr. Moura acompanhou o trabalho de seu pai, Dr. Pedro Moura,
aplicando a auto-hemoterapia em pacientes que iriam à cirurgia, na Casa de
Saúde S. José, no Rio de Janeiro, com a finalidade de evitar infecção ou
complicações pulmonares pós-operatórias.
Fala o Dr. Luiz Moura: "Entre 1943 e 1947, quando cursava a Faculdade
Nacional de Medicina apliquei a auto-hemoterapia seguindo a indicação de meu
pai, Professor Pedro Moura, nos pacientes que ele operava na Casa de Saúde
S. José. A primeira aplicação era feita na residência do paciente e a
segunda 5 dias depois, na Casa de Saúde, no quarto do paciente. A dosagem
era sempre de 10ml. A finalidade da aplicação era evitar infecção ou outra
complicação infecciosa pulmonar, já que a anestesia na época era feita em
geral com éter, que irritava bastante os pulmões. O cirurgião geral, Dr.
Pedro Moura, adotou este método face ao sucesso da experiência do Professor
Jesse Teixeira que registrou em 150 cirurgias as mais variadas, 0% de
complicações infecciosas post-operatórias, em 1940".
Dr. Luiz Moura, depois de formado, continuou aplicando a auto-hemoterapia em
casos de acne juvenil e dermatoses de fundo alérgico." (...) E Viana
continua seu relato.
"A partir de diversos tratamentos e estudos de caso, o Dr. Luiz Moura passou
a ser considerado uma referência mundial na utilização da técnica de
auto-hemoterapia, tanto como pesquisador quanto como divulgador. Suas
pesquisas e prática clínica passaram a indicar um grande leque de
possibilidades da aplicação da auto-hemoterapia, além de outros
procedimentos terapêuticos complementares. A respeito de seu trabalho
inovador, foram gravados dois vídeos, de cerca de 2 horas e meia de duração
cada: o "Energia da Vida" (realizado em 1992 por Luiz Sarmento e Ralph
Viana) e "Auto-hemoterapia – Contribuição para a Saúde" (março de 2004,
direção de Luiz Sarmento e Ana Martinez), que foram os vídeos que deram a
dimensão nacional à auto-hemoterapia e que foram citados e mostrados no
Fantástico. ..." (...)
"Na pesquisa na internet, constatamos que em Scottsdale, no estado de
Arizona - EUA, o tratamento com a auto-hemoterapia (em diversas
enfermidades) pode ser incluído no Plano de Saúde Pessoal, no Envita Natural
Medical Center of America.
(www.behealthyamerica.com/therapies/autohemotherapy.htm ). (...)
Ralph Viana menciona informação do Dr. Luiz sobre tentativa infrutífera de
divulgar a eficácia da terapêutica, aplicada num caso de esclerodermia em
fase final: "Surgiu na ocasião um concurso patrocinado pelo Laboratório
Roche/Hospital Central da Aeronáutica. Redigimos então um trabalho
minuciosamente documentado tanto com exames complementares como também com
fotografias em slides da paciente em setembro de 1976 e maio de 1977.
Surpreendentemente, o concurso cujo tema era originalidade, não publicou o
trabalho".
E o autor analisa: "Aí começa a desvendar-se o lado sombrio e subterrâneo
dos interesses contrariados por esta tradicional prática médica. Afinal, a
auto-hemoterapia, por estimular o sistema imunológico, provou sua eficiência
em diversas patologias sem a utilização de medicamentos! Uma seringa e uma
agulha ao invés de remédios caros e de uso continuado. Fica evidente que os
interesses mercadológicos da poderosa indústria farmacêutica são
confrontados por uma prática simples e de comprovada eficiência (zero de
infecção hospitalar em 150 casos é uma boa medida, não?).
DISSEMINAÇÃO, RESISTÊNCIAS E INTERESSES - Os diversos casos citados pelo Dr.
Luiz Moura em vários artigos e por outros profissionais que passaram a
utilizar a auto-hemoterapia, como a enfermeira Ida Zaslavsky, em
Florianópolis, chamaram a atenção de vários profissionais em todo o Brasil,
que também tiveram acesso ao vídeo e passaram a incluir esse procedimento em
suas clínicas. Os incontáveis resultados favoráveis com este tratamento
coadjuvante (a auto-hemoterapia é utilizada de forma complementar) e a
conseqüente divulgação boca a boca por parte dos pacientes beneficiados
tornaram-na rapidamente popular. Afinal, trata-se de uma terapia eficaz e
barata, com mínimas contra-indicações, própria para um país pobre e com um
sistema de saúde precário. Em Recife passou a ser utilizada na rede pública,
em Postos de Saúde, com bons resultados, segundo o médico que está à frente
do projeto e que fez esta declaração ao Fantástico.
A resposta das instituições profissionais da saúde não demorou. Não
reconhecendo as evidências, propondo mais estudos ou sua utilização na rede
pública, mas surpreendentemente desaconselhando seu uso, como alguns
conselhos de medicina e de enfermagem fizeram (a princípio até que estudos
mais conclusivos fossem feitos). E, pior, simplesmente proibindo sua
prática, como fizeram alguns conselhos estaduais, baseados no argumento de
que não se trata de um procedimento científico!
A discussão sobre cientificidade, seus métodos e limitações é pertinente,
mas não cabe no espaço deste artigo, até porque os dados e estudos sobre a
auto-hemoterapia citados são mais do que abundantes. O que cabe é perguntar
por que se proíbe arbitrariamente um procedimento médico tradicional que não
utiliza medicamentos, apesar das evidências, de vários estudos e de
inumeráveis relatos pessoais positivos?
A auto-hemoterapia poderia ser criticada por sua suposta menor eficácia
comparada aos medicamentos modernos, ou por ser um procedimento fora de uso
(como as ventosas) pela medicina tecnológica atual. Mas sua proibição,
extemporânea e irracional, gera a inevitável conjetura: que interesses estão
sendo contrariados? Quem está perdendo com a disseminação da
auto-hemoterapia? Serão aqueles que apregoam e têm lucros fantásticos (boa a
lembrança do nome) com a venda de medicamentos? Com certeza não são os
pacientes que se submeteram ao procedimento, pois em todas as matérias
publicadas em jornais e as veiculadas pela televisão, não apareceu nenhum
cidadão ou cidadã reclamando de sua ineficácia, muito pelo contrário.
COMENTÁRIOS (...) - Seria de se esperar que os dirigentes desses conselhos,
de medicina e de enfermagem, estudassem minimante o tema antes de se
pronunciarem publicamente ou interditarem a utilização de uma técnica tão
bem avaliada por seus usuários, tanto por sua eficiência quanto por seu
baixíssimo custo (além de evitar todos os efeitos colaterais conhecidos
provocados pelo excesso de medicamentos). A resposta ao Fantástico do médico
que condenou a sua prática, à pergunta sobre o porquê de tantos depoimentos
favoráveis de clientes da auto-hemoterapia, "É o efeito placebo", mostra o
despreparo de alguém a quem caberia dar uma resposta científica, tão cobrada
por ele na condenação.
Só nos resta constatar que no Brasil do vale tudo, só não valem,
verdadeiramente, os interesses da população. Mas é inevitável que, como
disse Caetano Veloso, "enquanto os homens exercem os podres poderes", a
população faz seu papel, cuidando da melhor maneira de sua saúde, pois os
poderosos nunca o fizeram. O movimento em prol da auto-hemoterapia está
crescendo fortemente entre seus usuários (vide comunidade no orkut), que
afirmam que continuarão a utilizá-la, independentemente da decisão
"oficial". Profissionais de saúde estão passando a assinar um necessário
termo de responsabilidade (feito por advogados usuários da auto-hemoterapia)
para continuarem exercendo seu direito de ajudar seus clientes. O movimento
cresce.
É provável que este momento fique na história com a mesma marca da "Revolta
da vacina", quando várias "sumidades" e "autoridades" quiseram proibir e
incitaram a população a resistir à vacinação contra a febre amarela, no Rio
de Janeiro. A determinação de Oswaldo Cruz conseguiu ultrapassar as
resistências e as vacinas (consideradas "uma prática perigosíssima" por
aqueles) salvaram milhões de pessoas. Inacreditavelmente, cem anos depois
estamos novamente frente o mesmo dilema (com outros interesses por trás, é
claro). O Brasil é um país sui generis.". Termina Ralph Viana. (VIANA,
Ralph. Jornal Bem Estar, Porto Alegre, 2007).
2. OS FATOS
Antes de expor as razões e o pedido, faz-se necessário um resumo dos fatos
mais recentes.
1º) – No ano de 2004, o cidadão médico, Dr. Luiz Moura, CRM 52 4.169-0,
endereço na R. General Roca – 298, ap. 304, Bairro Tijuca – Rio de Janeiro/
RJ, CEP – 20 521 – 070, divulgou uma técnica terapêutica antiga, denominada
auto-hemoterapia (AHT). No DVD, sob o título "Auto-hemoterapia -
contribuição para a saúde", por mais de duas horas, ele explanou sobre:
a - definição e dados históricos, os quais remontam à França de 1911, quando
surgiu a aplicação da técnica pelo médico Dr. Ravaut;
b - pesquisas de dois médicos brasileiros, os Drs. Jesse Teixeira e Ricardo
Veronesi, realizadas em 1940 e 1976, com a comprovação de resultados
promissores da terapêutica e de sua capacidade de quadruplicar os macrófagos
no organismo, cuja contagem passa de 5% para até 22%, no espaço de sete
dias, entre uma e outra aplicação da AHT;
c – sua própria atuação em clínica médica em que, por décadas e desde os
tempos de estudante em 1943, aplica AHT nos pacientes, em familiares e em si
mesmo; segundo ele, com ótimos resultados no tratamento de diversas doenças
– cura em muitos casos e redução de sintomas em tantos outros, garantida
pelo fortalecimento geral do organismo do paciente, com ênfase no fato de
não ocorrerem efeitos colaterais, senão a possibilidade daqueles que cercam
a própria técnica de aplicação de injeções, caso a terapia seja executada
por pessoa sem preparo;
d – um grande e variado elenco de casos bem sucedidos de tratamento com a AHT;
e – importância de a terapêutica ser adotada pelo País, como prática dos
serviços de saúde pública, uma vez que o tratamento se dá por meio de sangue
do próprio paciente, sem adição de qualquer outra substância, a custa do
trabalho de um profissional de saúde para aplicação e ao preço de uma
seringa descartável (transcrição do depoimento em:
http://paginas.terra.com.br/saude/autohemoterapia ).
2º) A partir da divulgação do DVD do Dr. Luiz Moura, as informações sobre
AHT espalharam-se entre os brasileiros, como um rastilho de pólvora, de
norte a sul do País, e por todos os meios possíveis, desde conversa ao pé do
ouvido, distribuição do DVD, palestras, fóruns de discussão na internet, até
noticiário e debates nos jornais e na televisão. Percebe-se, já, a
repercussão via internet, entre cidadãos de outras partes do mundo –
Holanda, Portugal, Espanha, países da América Latina, EUA e Canadá. Eis que
a internet tornou-se um poderoso instrumento nas mãos da população.
3º) – A partir daí, uma incalculável quantidade de pessoas iniciou o
tratamento com essa terapêutica, na busca da cura de seus diversos males, a
baixíssimo custo e sem risco de efeitos graves. A comprovação desta
afirmativa pode-se dar pela simples visita aos fóruns de discussão na
internet, em que um imenso volume de depoimentos aponta resultados positivos
na recuperação e/ou na garantia da saúde das pessoas usuárias.
4º) – Alguns especialistas da área de saúde chegaram a iniciar pesquisas
sobre AHT, como se pode conferir pela atuação divulgada: do Dr. João Veiga
Filho, médico – cirurgião, Secretário de Saúde de Olinda/PE e da Profª.
Telma Geovanini, coordenadora da Faculdade de Enfermagem da Universidade
Presidente Antônio Carlos de Juiz de Fora/MG – UNIPAC (Jornal Folha de
Pernambuco, de 27/04/07; disponível em: http://inforum.insite.com.br/39550 -
mensagens de 03 e de 14/06/07).
5º) – Neste ano de 2007, mais especificamente, desencadeou-se no País uma
atuação drástica dos Conselhos de Medicina e da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária – ANVISA – Nota Técnica nº 01 de 13/04/07, reforçados
por alguns conselhos de Enfermagem e de Farmácia e, em alguns casos,
amparados pelo Ministério Público, no sentido de proibir a utilização da
terapêutica, conforme resoluções oficiais daqueles órgãos. Os profissionais
da área de saúde e as farmácias foram proibidos de realizar a aplicação, sob
ameaças de processo, de cassação de diplomas e de fechamento de
estabelecimentos. Instalou-se uma espécie de caça às bruxas, projetando a
prática da AHT sob uma névoa de clandestinidade, como se crime fosse. O
único e repetitivo argumento, usado para fundamentar tal proibição, é de que
"faltam pesquisas e embasamento científico" para a terapêutica; nem mesmo
efeitos colaterais foram apontados. Os profissionais acima citados, que
vinham realizando as tão demandadas pesquisas, interromperam-nas, sob
ameaças, pressões e proibição. Na grande imprensa, como Rede Globo,
Bandeirantes e outros, ocorreram debates e noticiários, sempre com enfoque
negativo e parcial do assunto. Entretanto, surpreendentemente, este fato
serviu para aguçar o interesse das pessoas e divulgar a técnica: quem nada
sabia sobre a mesma passou a saber. Nos pequenos veículos de comunicação, a
repercussão vem sendo mais positiva.
6º) A maioria das pessoas usuárias não se convenceu e nem cedeu às
proibições, às pressões dos Conselhos de Medicina nem da ANVISA. A prática
da AHT não se interrompeu; as pessoas continuam a usá-la e, criativamente,
até a se capacitarem para aplicá-la em si mesmas, nos familiares e nos
amigos, quando falta profissional de saúde que aceite fazê-lo; nesse caso,
incorrendo em risco potencial, já que é recomendável a aplicação da técnica
por profissional qualificado.
7º) Por seu turno o Dr. Luiz Moura vem sofrendo novo processo no Conselho
Regional de Medicina - CREMERJ. Novo, sim, porque ele já fora absolvido, à
unanimidade, no ano de 2006, da acusação de práticas ético-profissionais
ilícitas, cf. acórdão no Processo Ético Profissional nº 1339/01, em que
atuou como relatora a Conselheira Kássie Regina Neves Cargnin e como Revisor
o Conselheiro Arnaldo Pineschi de Azeredo Coutinho. Naquele acórdão se lê:
"O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, no uso das
atribuições que lhe são conferidas pela Lei n. 3268, de 30 de setembro de
1957, regulamentada pelo Decreto n. 44.045, de 19 de julho de 1958, na 179ª
Sessão Plenária do Corpo de Conselheiros, realizada em 11 de janeiro de
2006, DECIDIU: 1. Por unanimidade, ABSOLVER o médico Luiz Moura por não
constatar ilícito ético-profissional na conduta do profissional, nos termos
do Voto da Conselheira Kássie Regina Neves Cargnin, que passa a integrar o
presente. Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 2006. Consª Kássie Regina Neves
Cargnin – relatora Consº Paulo César Geraldes - Presidente" (grifo dos
autores; disponível em: http://www.eaglestv.com/ ; acesso em 06/07/07).
8º) Chegaram ao domínio público informações sobre pesquisas mais recentes de
outras práticas terapêuticas existentes que, para o olhar leigo, nada mais
são que a própria AHT ou variações dela, sob outros nomes, a saber:
- Blood patch, curativo de sangue, placa de sangue ou tampão sanguíneo
peridural. "Para se aliviar a cefaléia pós-raquiana, foi criada na década de
60, uma técnica na qual se realiza uma injeção de sangue autólogo no espaço
epidural, próximo ao orifício da punção dural. [...] Pesquisadores do
Department of Anesthesiology and Critical Care e do Department of Emergency
Medicine and Surgery, Groupe Hospitalier Pitié-Salpêtrière, Université
Pierre et Marie Curie, na França, realizaram um estudo para se avaliar a
efetividade desse método no tratamento da cefaléia pós-raquiana e os fatores
que levam a suas falhas. Esse estudo incluiu 504 pacientes tratados pelo
método EPB no período de 1988 a 2000. [...] A freqüência de alívio completo
foi de 75% (n = 377), a de alívio incompleto 18% (n=93) e falha no EBP de 7%
(n=34). [...] Os pesquisadores concluíram que a placa de sangue é um
tratamento efetivo para a cefaléia pós-raquiana e sua eficácia é diminuída
caso a dura-mater seja puncionada por uma agulha de largo diâmetro." Fonte:
Anesthesiology 2001; 95: 334-39. Disponível em:
http://www.drashireydecampos.com.br/noticias
A Revista Brasileira de Anestesiologia apresenta informação sobre essa mesma
técnica: "Tampão sangüíneo peridural em pacientes testemunhas de Jeová.
Relato de dois casos. Epidural blood patch in jehovah's witness. Two cases
report". Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sciarttext&pid=S0034-70942003000500010
- Sangue processado para estímulo da produção de plaquetas. "Como turbinar
atletas: visão mais apurada, cicatrização em tempo recorde e menor dor.
Esses são alguns dos benefícios que a ciência irá proporcionar aos
esportistas em um futuro próximo ...."
".... 5. Cotovelos à prova de dor: Segundo uma pesquisa publicada na revista
especializada 'The American Journal of Sport Medicine' - Revista Americana
de Medicina do Esporte - há uma nova alternativa cirúrgica para a tendinite:
seu próprio sangue. Os cientistas responsáveis pelo estudo disseram que,
retirando o sangue de parte saudável do corpo, processando-o para estimular
a produção de plaquetas e injetando-o na região do cotovelo afetado, é
possível iniciar rapidamente a cura. O resultado teve 93% de sucesso, igual
ao da cirurgia.?".
Revista GALILEU maio 2007, páginas 10 e 11. Disponível em:
http://www.galileu.globo.com/
- Ozônioterapia – é uma terapia aplicada de forma semelhante à da AHT, com o
sangue do próprio paciente, tratado antes por meio de ozônio; ozônio é um
"gás azul pálido, muito oxidante e reativo, que é uma variedade alotrópica
do oxigênio". (v. Dicionário Aurélio)
- Plasma Rico em Plaquetas – PRP. O especialista em odontologia, Dr.
Jeferson, apresentou-se no inforum.insite.com.br/39550, na data de 24/04/07,
emitiu sua opinião e deu informação muito importante: "Está correto de que a
auto-hemoterapia necessita de pesquisas mais profundas e fundamentos
científicos, mas ao meu ver é completamente lógica. Nós na odontologia
utilizamos uma técnica chamada P.R.P. - plasma rico em plaquetas - na qual
retiramos o sangue do paciente, centrifugamos, misturamos com material de
enxertia óssea, seja autógeno ou biomaterial, promovemos a coagulação
formando um gel de plaquetas e fazemos enxertos ósseos por toda a face do
paciente, inclusive dentro do seio maxilar, uma área extremamente inervada e
vascularizada, sem qualquer perigo, técnica essa com centenas de pesquisas
pelo mundo afora. Não vejo muita diferença com a técnica da
auto-hemoterapia, pois o que é retirado volta para o corpo do hospedeiro.
Portanto, vejo grande futuro nas pesquisas nessa técnica, o que faltou no
passado". (drjeferson em msn.com) 9º) Pessoas, das mais diversas áreas de
formação e profissões, donas-de-casa, aposentados, idosos, jovens, discutem,
estudam e pesquisam o assunto, diuturnamente, trocando informações pela
internet, como se pode comprovar pela leitura das mais de cinco mil
mensagens enviadas a http://inforum.insite.com.br/39550 . Os beneficiários
da AHT relatam suas experiências, com detalhes de suas próprias observações
e de laudos médicos.
Há o caso instigante da Dra. Genaura Tormin, de Goiânia, delegada de polícia
aposentada, analista judiciária do TRE/GO e escritora, paraplégica há mais
de 25 anos e que, em artigo intitulado "Incríveis benefícios da
auto-hemoterapia", relata a recuperação significativa de parte da
sensibilidade de seu corpo, da função dos esfíncteres com dispensa do uso da
fralda descartável, a recuperação de algum movimento do quadril e da visão
para leitura sem óculos, após quatro meses de aplicações da AHT. Ela mesma
já se preocupou em atualizar o depoimento, acrescentando os avanços nos
resultados que vem obtendo (http://www.recantodasletras.com.br/ ).
Em Minas Gerais, apesar de toda proibição, tem-se noticiado, tanto na tv
quanto em rádio e jornal, o caso do jogador Marinho, do Clube Atlético
Mineiro, que sofreu uma lesão grave, há mais de seis meses, e vem se
tratando com sucesso, através da AHT. Nesse caso, a imprensa enfoca
positivamente, sem laivos de preconceito contra a AHT.
"A Luta do Artilheiro. Marinho se submeteu a um método inédito no tratamento
médico de um atleta no Brasil. Do braço do jogador foram retirados 30
mililitros de sangue e parte dele foi aplicado na coxa direita. Para
reforçar o processo de cicatrização do músculo lesionado.". (Cf. Globo Minas
- Programa Globo Esporte de 31/05/07. Reportagem completa, com vídeo em:
http://geminas.globo.com/GMinas/0,23716,GIE0-3694-284053,00.html
No mesmo sentido, noticiou a Rádio Itatiaia de Belo Horizonte, no Programa
Hora Premiada, na tarde de domingo de 17/06/07.
10º) Merece destaque, também, o fato de a técnica ser usada em veterinária:
bois, cães e outros bichos têm-se se beneficiado de longa data, como
confirmam depoimentos de especialistas veterinários, de proprietários e
cuidadores de animais.
3. RAZÕES DO PEDIDO E DESAGRAVO
Os cidadãos abaixo assinados avocam para si o consagrado direito de decidir
sobre o que é melhor para suas próprias vidas. Defendem, outrossim, a
supremacia do direito coletivo sobre o individual e/ou corporativo. Nesse
sentido, reconhecem que os conselhos profissionais, aqui mencionados, servem
apenas à regulamentação e à fiscalização do exercício das profissões, e a
ANVISA cumpre ou deveria cumprir muito bem as funções de vigilância
sanitária. Porém, rechaçam qualquer possibilidade de dominância desses
órgãos sobre a coletividade das pessoas, bem como a atuação deles, seja de
forma direta ou mesmo indireta, para impedir pesquisas sobre AHT. Destaca-se
que CRMs vêm exorbitando de suas competências, por exemplo, quando tentaram
impedir os médicos especialistas em medicina ortomolecular de praticá-la,
como se pode concluir de informações que circulam sobre decisão judicial
favorável aos especialistas.
Em carta enviada ao Presidente da República e disponibilizada em
http://inforum.insite.com.br/39550 , na data de 03/06/2007, a Profª. MSc.
Enfermeira Telma Geovanini, coordenadora da Faculdade de Enfermagem da
UNIPAC de Juiz de Fora/MG, informa que vinha realizando, com alunos seus,
projeto de pesquisa (Auto-hemoterapia: Estudos de Casos Clínicos em
Usuários); foi premida a interromper e apela ao Presidente por "... justiça
e que pelo menos nos deixem mostrar as nossas pesquisas que evidenciam o
sucesso dessa prática, pois estamos sendo proibidos até de tocar no assunto,
coisa que em países desenvolvidos não acontece, pois existe respeito pela
pesquisa científica". Noutro ponto da carta, referindo-se à AHT, ela afirma
que "... tem sido uma ótima terapia complementar conforme pode ser
comprovado por pesquisas recentes realizadas em nossa Universidade.". O Dr.
João Veiga assim se manifesta, em resposta à indagação de um usuário sobre a
terapêutica da AHT: "... Fiz um trabalho piloto pela Secretaria de Saúde de
Olinda, pelo SUS. Comuniquei o trabalho ao CREMEPE e a Câmara Técnica do
órgão disse que era para fazer trabalhos para provar ou não eficiência do
método. Na mesma semana o presidente do CREMEPE coloca nota nos três jornais
da capital informando que era proibido a prática e solicitando que as
pessoas denunciassem os médicos que estavam realizando esta prática. Nunca
tinha presenciado uma campanha destas. ...A conclusão do meu projeto piloto
com 15 pacientes com diagnóstico clínico e laboratorial de artrite com
queixas de dores e diminuição dos movimentos foi o seguinte: após 08 seções
com 10ml em intervalos de 7 dias entre um e outro, 9/15 informaram que suas
dores articulares acabaram; 6/15 que melhoraram muito e 0/15 não houve
diferença em relação à dor; 15/15 relataram que melhoram da diminuição do
movimento. Menos dor, mais movimentos. Iria começar com 50 pacientes com
diagnóstico clínico e laboratorial de artrite, sendo que iríamos retirar
10ml de sangue de todos elese sem o conhecimento (olhos vedados) iríamos
injetar em 25 deles o sangue e nos outros 25, 10ml de água destilada. Não
seguimos em frente no SUS de Olinda por proibição do CREMEPE."
A propalada exigência quanto às pesquisas (que no caso, devem ter caráter
complementar, uma vez que já existem muitas, tanto antigas quanto recentes)
pode começar a ser resolvida, levando-se em conta:
- os trabalhos dos médicos brasileiros - Drs. Jesse Teixeira, Ricardo
Veronesi e Luiz Moura;
- o livro: "AUTOHEMOTHERAPY REFERENCE MANUAL & HISTORICAL REVIEW -
Autologous Blood in the History and Future of Medicine: From Bloodletting to
Stem Cells Incorporating considerations of associated fields of
autologous-vaccine-therapy and autotherapy", com 296, escrito por S. Hale
Shakman, Ph. D, do Institute of Science, de Santa Mônica, Califórnia – EUA
(1ª publicação em 1998);
- as iniciativas de pesquisadores como o Dr. João Veiga e a Profª Telma
Geovanini, já citados, entre outros, bem como os milhares de depoimentos de
pessoas beneficiadas com a terapêutica.
[...]
5. O PEDIDO
Por tudo o que o que foi exposto, na certeza de que a proibição da
auto-hemoterapia é arbitrária e serve a interesses escusos inadmissíveis, e
decididos a defender seus direitos de cidadãos deste País, os signatários
respeitosamente passam a peticionar ao Exmo. Sr. Presidente da República e
ao Exmo. Sr. Ministro da Saúde que, com a urgência demandada pelo caso,
promovam as ações e pratiquem os atos necessários para:
1º) garantir a imediata liberação da indicação e das aplicações de AHT pelos
profissionais da saúde e pelas farmácias, no que couber a cada um;
2º) garantir a revogação formal das proibições, referentes à aplicação e ao
uso da AHT, no âmbito da ANVISA, e a negociação com os Conselhos de
Medicina, de Enfermagem e de Farmácia, para obter deles a posição favorável
ao assunto;
3º) criar no Ministério da Saúde, em caráter multidisciplinar, uma Comissão,
Equipe ou Grupo de Trabalho, destinado a promover os estudos e
encaminhamentos necessários à solução dessa demanda social e do impasse que
se coloca, a partir de trabalhos como os dos Drs. Jesse Teixeira, Ricardo
Veronesi e Luiz Moura, do "Autohemotherapy Reference Manual & Historical
Review", de S. H. Shakman e de outras publicações especializadas, bem como
das inúmeras evidências de resultados positivos da terapêutica, a serem
obtidas junto aos usuários;
4º) determinar, no âmbito do Ministério da Saúde, a realização de pesquisas
complementares e encaminhamentos necessários à incorporação definitiva da
AHT pelas políticas de saúde pública e pelos serviços do SUS, nos moldes das
práticas médicas e terapêuticas não convencionais, já adotadas conforme
orientações da OMS;
5º) propiciar o depoimento dos médicos Drs. Luiz Moura e João Veiga -
Secretário de Saúde de Olinda/PE, bem como da Profª Enfermeira Telma
Geovanini - coordenadora da Faculdade de Enfermagem da Universidade
Presidente Antônio Carlos de Juiz de Fora/MG – UNIPAC, entre outros, sobre
seus conhecimentos e práticas da AHT, junto a departamento do Ministério da
Saúde, competente para ouvi-los, ou junto à Comissão (Equipe ou Grupo)
Ministerial a ser criada;
6º) colecionar provas, documentos, depoimentos diversos, de modo a registrar
a comprovação oficial de validade da terapêutica, incluindo o cadastramento
de usuários e resultados da terapia, nos postos de saúde;
7º) colecionar e avaliar propostas sobre a AHT, apresentadas por cidadãos,
delegados ou não, em eventos da área de saúde, ainda que não aprovadas,
iniciando por aquela formulada pelo Conselheiro/delegado, Júlio César Gomes
Barreto (Conferência de Saúde - Vitória-ES); notícia disponível em:
http://www.seculodiario.com.br/arquivo/2007/julho/23/noticiario/meio_ambient
e/23_07_06sau.asp
8º) autorizar, expressamente, a continuidade das pesquisas já iniciadas pelo
Dr. João Veiga, pela Profª Telma Geovanini e outros.
9º) fomentar as pesquisas sobre auto-hemoterapia, no âmbito das
universidades públicas e das comunidades científicas.
10º) garantir aos cidadãos o direito de escolher se querem se submeter ao
tratamento com AHT e o direito de recebê-lo em postos de saúde, nos moldes
de outras práticas de medicina não convencional, já legalmente inseridas no
SUS, tais como: homeopatia, acupuntura, medicina chinesa, fitoterapia,
plantas medicinais e crenoterapia.
11º) dar ampla divulgação do processo de pesquisa, envolvendo a comunidade e
trazendo o tema para o debate aberto, à luz do dia, para além da obscuridade.
Assim, porque tudo o que foi exposto é de justiça, pedem deferimento.
_________________________ , ______ de ___________ de 2007.
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