assunto: [CINEBRASIL] 40% de produçãM=o independente

autor: Orlando Senna / email autor: orlansenna em novanet.com.br     RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Domingo Fevereiro 24 18:43:50 BRT 2008


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Oi Marcos, voltei a receber a lista, está tudo bem, e atendo sua sugestão
feita em privado de comentar o tema do percentual da produção independente
na programação da TV Brasil.

É decisão da direção da Empresa Brasil de Comunicação-EBC, operadora da TV
Brasil, que a programação da Rede TV Brasil será composta por 40% de
produção independente, 40% de produção regional e 20% de produção própria.

Essa decisão já foi expressa em público e noticiada em jornais, televisão,
rádios, internet, no Brasil e no exterior. Pessoalmente, como diretor geral
da EBC, me referi a esses percentuais várias vezes, em entrevistas e
declarações públicas. A diretora presidente da EBC, Tereza Cruvinel,
anunciou esse compromisso em audiência pública do Senado, no dia 18-2-2008,
acrescentando que em alqum momento os 40% podem ser até ultrapassados - e
suas declarações foram divulgadas na mídia.

Trata-se de um compromisso gestado nos três anos de diálogo envolvendo o
governo, os vários segmentos da tv pública, a tv privada, a universidade e
as entidades do setor audiovisual, que culminou com o Fórum Nacional das TVs
Públicas e com a Carta de Brasília, em dezembro de 2006, e ratificado no
Workshop de Programação da TV Pública realizado em Salvador, em abril de
2007.

O cumprimento desse compromisso da TV Brasil vai depender de muito trabalho,
orçamento adequado e desenvolvimento de modelos de negócio inovadores, já
que se trata de uma inversão na prática histórica da programação da tv
brasileira, tanto privada como pública, que sempre se pautou por um alto,
melhor dizendo altíssimo percentual de produção própria. Vai depender também
da sintonia e bom desempenho das produtoras independentes e das produtoras
regionais de tv, cinema, videogames e das outras mídias, que terão de
realizar muito conteúdo, envolver muitos artistas e técnicos.

Nesta fase de implantação, a TV Brasil trabalha exatamente e tão somente na
perspectiva desses percentuais, tratando de criar e garantir os meios de
produção que os tornem possíveis, estabelecendo parcerias e negociações com
o Estado, com governos estaduais e municipais, com a iniciativa privada, com
o terceiro setor, com instituições internacionais. Vamos fazer essa
inversão, essa mudança da fonte principal de produção (independente e
regional no lugar da produção própria) no ritmo mais veloz que nos for
possivel, o que não significa que o câmbio será feito amanhã. Uma operação
como essa exige tempo, além dos recursos e da inteligência negocial.

Logo após a aprovação da MP 398 um passo concreto no que se refere à
produção independente e à produção regional será dado com o lançamento de
editais para realização de conteúdos - ficção, documentário, animação,
séries, telefilmes, filmes, interprogramação, etc. E também para
licenciamento (compra) de filmes e séries.

Quanto aos percentuais estabelecidos no substitutivo do deputado Walter
Pinheiro, eles não incidem nem decidem sobre os percentuais operacionais
anunciados pela EBC, pela TV Brasil. Trata-se de um piso obrigatório (5%
produção independente, 10% produção regional), que não poderá ser
descumprido pelos atuais gestores da TV Brasil e nem por futuros gestores,
futuros Conselhos Curadores e futuros governos.

A pergunta que, suponho, está no ar é porque esse piso não é logo
estabelecido em 40% e 40%. A resposta quem nos dá são os parlamentares que
estão liderando a campanha pela aprovação da MP no Congresso e os assessores
e especialistas parlamentares. A fixação de um percentual mais alto para
produção regional criaria uma grande dificuldade para a aprovação da MP
(remember Projeto Jandira Feghalli). A fixação de 40% para produção
independente criaria uma dificuldade imediata e perigosa para a TV Brasil,
que seria obrigada pela lei, pelos produtores e pela oposição a ocupar quase
a metade de sua grade com produção independente a partir da aprovação da MP.
Ou seja, a partir de março ou abril, o que é humana e economicamente
impossível, como já disse, e levaria a TV Brasil a uma situação
insustentável.

Se na vida individual e corriqueira todo enredo tem pelo menos duas
interfaces, imagine na política. O jogo está sendo jogado, na semana passada
a Câmara aprovou, na próxima semana o debate e a votação serão no Senado e
não será fácil - o apoio forte e claro das entidades audiovisuais e das
individualidades será ainda mais decisivo do que foi no primeiro tempo da
Câmara. Os endereços dos senadores estão na lista, vamos homenagear
Chacrinha: quem não se comunica se trumbica (e quem não lê ou não ouve bem a
comunicação, também).



Enviada por: Orlando Senna <orlansenna em novanet.com.br>

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