assunto: [CINEBRASIL] RELATO ENCONTRO TV BRASIL

autor: Marcos Manhães Marins / email autor: marcos em cinemabrasil.org.br     RESPONDER A ESTA MENSAGEM
data: Terça Julho 8 13:36:26 BRT 2008


CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do Cinema Brasileiro
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Gostaria de Somar aos Relatos que li, o seguinte (os relatos seguem
mais abaixo). Os dados e comentários me parecem que são públicos, uma
vez que na reunião não recebemos nenhuma recomendação de fazer sigilo:

1) A reunião com Tereza Cruvinel e Leopoldo Nunes serviu para nos
   reafirmar aquilo em que acreditávamos: eles, que continuaram, mantêm
   como propósito cumprir as metas anunciadas de 40% de independentes,
   40% de regional, e 20% de produção da casa. Não foi dado um prazo
   para atingir esta meta, entretanto. Tereza demonstrou uma
   expectativa de que até 2010 a empresa que o novo Governo vai
   encontrar deve ser mais autônoma do que esta de hoje, a ponto de
   garantir a sua *irreversibilidade*. Comento mais adiante.

2) A reunião com Tereza e Leopoldo serviu também para informar, nos
   colocar a par dos montantes e prazos para a produção independente.
   Dados concretos solicitados por Paulo Rufino e dados por Leopoldo.
   Prazo: em 2008, talvez METADE dos recursos previstos para este ano:
   Programa Mais Cultura(MC): 20 milhões do Tesouro (seriam 40 milhões
                              o montante anual, mas parte não saiu)
                              O dinheiro que viria do FISTEL não saiu.
   Fundo Imagens do Brasil(IB): 60 milhões (algo como um Funcine *que
                                depende de captação junto a empresas*)
   Parte do saldo entre receita orçamentária da EBC, R$ 320 milhões 
   (seriam 350, mas 30 foram contingenciados) e as despesas com Folhas 
   de Pagamento (da TV Brasil e Radiobrás, cerca de 2500 funcionários,
   cerca de 250 milhões) e as despesas de manutenção e investimento do
   sistema. O saldo, por Leopoldo, é R$ 30 a 40 milhões, que já estão
   sendo aplicados em programas independentes como Revista do Cinema
   Brasileiro, etc. e programas da casa como "Menino Muito Maluquinho",
   etc. e também licenciamento (no semestre, R$ 1,1 milhão em 278 horas
   de audiovisual licenciado, sendo cerca de R$ 4 mil em média por hora).

   Enfim, em 2009, estima-se 40 + 60 + 40 = 140 milhões como teto.
   Em 2008, talvez 10 (metade de 20 do MC) mais talvez 30 milhões do
   IB, como dinheiro novo, para editais e novas contratações diretas.
   Há discordâncias entre os relatos, mas é mais ou menos isso. Além
   destas há o FUNDO SETORIAL, que *promete* trazer mais dinheiro, mas
   mais na forma de empréstimo. Uma frase de Tereza: "tudo vem com
   o "senão" que é característico da coisa pública". Eu diria com o
   "senão" que é caractrístico daquilo que depende de governos".

3) O clima da reunião foi democrático e fraternal, mas Tereza não
   autorizou Noilton Nunes ou quem quer seja a gravar a reunião, e 
   somente após algumas recomendações, a reunião se abriu para que
   os integrantes de entidades que não figuravam na lista de convidados
   pudessem entrar. Eu tinha pensado que seria uma reunião aberta,
   num auditório. Para os presidentes das entidades sim, mas com
   audiência pública, como são as do Senado. Por isso fui, e devemos
   agradecimento ao Paulo Rufino, ao Leopoldo e à Tereza, que com
   habilidade, expandiram um pouco o caráter privativo da reunião.

4) O sentimento traduzido pelo professor Vladimir Carvalho (professor
   de Tereza inclusive) de indignação com a saída de Orlando Senna,
   uma pessoa que tanto batalhou por este projeto de uma TV Pública
   comoveu a muitos, arrancou lágrimas de Solange Lima. Orlando Senna
   que acreditava neste modelo de TV "Pública", justo começando com 
   verba do governo estritamente, com conselho nomeado pelo governo e
   não composto por representantes de entidades, por que razão teria
   abandonado o projeto no curso de sua construção? Que coisa grave
   teria acontecido?  Tereza respondeu que teve probemas com Mário
   Borgneth mas não com Orlando. Mário foi demitido. Orlando pediu
   para sair. E somente soube lembrar problemas administrativos que
   foram relatados inclusive por Orlando, e que estava fora do
   alcance dela resolvê-los com a urgência solicitada. Foi uma pena
   realmente que não tenha sido gravado o encontro.

IMPORTANTE:
Não vejo como aqueles que relataram tão entusiasticamente, e nem
como aqueles que comentaram aqui apocalipticamente os resultados da
reunião. Vejo esta reunião apenas como o PRIMEIRO PASSO na retomada
das Entidades na tarefa, em que estavam inicialmente empenhadas,
de interferir para que a TV Brasil fosse/seja de fato um dia uma 
TV Pública. Para isso, naquele dado momento, em Março, 330 pessoas
e entidades assinaram através desta lista o APOIO à CRIAÇÃO da
TV Brasil. Ela tinha de ser criada. Havia restrições, mas ela
precisava ser CRIADA, e o foi.  Cabe à sociedade a VIGÍLIA.

Eu tive VOZ na reunião e coloquei alguns pontos para Tereza e
a audiência (alguns pontos não encontrei clima para colocar):
1 - Sugeri a criação de um canal de comunicação permanente com
    as entidades, de preferência algo como o Conselho Consultivo
    da SAV, que foi criado por portaria, não precisa mudar a
    estrutura da TV. O mote inicial seria discutir os Editais,
    eliminando o menor risco que seja de as entidades terem
    pequenas surpresas com textos, por não terem participado.
    Mais do que discutir editais, este grupo, conselho, canal,
    o nome que for, formado por representantes indicados pelas
    entidades, estaria próximo, informado e sentindo-se também
    participante dos problemas e soluções da TV Brasil. Ela
    considerou a proposta positiva.
2 - Perguntei sobre os planos de Tereza para que em 2010 a
    TV Brasil seja mais independente de fatores externos, do
    Governo, etc, enfim, que se alcance a "irreversibilidade"
    do processo. Ela respondeu que trabalhará para atrair 
    anunciantes de forma que a receita seja majoritariamente
    de anúncios, e não como hoje, vitualmente 100% do Estado.
    Perguntei sobre um prazo para que o Estado tenha menos
    poder dentro da instituição TV Brasil, no capital social
    da Empresa Brasileira de Comunicação, mas isso não foi
    compreendido. Preferi não insistir. Comento mais adiante.
3 - Perguntei sobre esta Folha de Pagamento da Radiobrás que
    faz uma sangria tão grande no orçamento da EBC, 1200
    funcionários a R$ 150 milhões. Há emissoras de tv
    espalhadas pelo interior, controladas por políticos
    regionais, mas não fazem parte da TV Brasil. A intenção
    é que integrem a rede Brasil, exibindo programação da
    rede, mas da TV Brasil há apenas 4 emissoras em capitais.
    Confesso não compreendi bem o porquê disso tudo, desta
    mistura de orçamentos do que é público e do que é do
    governo, pior, está sob controle de políticos locais.
    MAS, enfim, esta foi a concepção da EBC, juntar Radiobrás
    TV Nacional de Brasília, TVE do Rio, etc. Não seria
    mais prático e correto que deixasse separado: Radiobrás,
    estatal, com orçamento separado, e TV Brasil, de outro
    lado, só uma TV pública? Enfim, continuemos.

Pulei algumas perguntas, que tinha planejado fazer, por exemplo:
1 - Se era intenção da TV fazer produções de ficção "da casa".
    Ficou patente que sim, que prezam muito produções como
    "Menino Muito Maluquinho" e outras. Não sei como vão
    conciliar para o atingimento de apenas 20% de produção da
    casa, pois os jornalísticos da TV ocupam quase isso.
2 - Pulei o pedido de acesso ao Relatório de 30-05-2008 onde
    Orlando Senna descreve com detalhes os problemas estruturais
    da televisão, propondo soluções, OU alternativamente que
    ela, presidente, o autorize a fornecer, sem que isso pareça
    qualquer represália, mas sim uma forma de subsidiar as
    Entidades para os PRÓXIMOS PASSOS. Como já foi dito, a
    coisa não deve parar nesta reunião, mas a luta pela
    implantação de uma TV Pública nos moldes que a Sociedade
    quer, deve continuar em TODAS AS INSTÂNCIAS, tanto junto
    à Presidência da TV, como junto ao Conselho Curador (em
    reuniões de trabalho agendadas periodicamente), e
    também na cobrança dos Senhores Senadores que fizeram
    a promessa de gerar um dispositivo que aperfeiçoasse a Lei
    que criou ÀS PRESSAS a TV Brasil.
3 - Não insisti com Tereza sobre o conceito do que seja uma
    TV Pública. Está mais do que claro que foi e está sendo
    positivo que o Estado faça investimento pesado na
    *criação da TV* que se pretende pública. Está mais do
    que claro, e nisto concordamos todos, que a TV deve
    trabalhar para que a RECEITA DA TV provenha cada vez
    mais de outras fontes, que não aquelas que só dependam
    do GOVERNO EM EXERCÍCIO. Se vier diretamente do dinheiro
    de taxas sobre aparelhos de TV, este dinheiro é sim também
    público como o do Estado, mas só que não depende do humor
    ou ideologia do presidente da república. Se vier de várias
    organizações, de várias empresas, melhor ainda, pois dilui
    a possibilidade de um dirigismo político/mercadológico.
    MAS há também uma outra questão: uma TV "Pública" que tem
    como Conselho Curador pessoas escolhidas pelo Governo,
    que tem o diretor-presidente da TV escolhido pelo
    presidente da república, e que é uma autarquia do
    governo, ou mesmo tenha uma estrutura societária em
    que o governo seja absoluta maioria, esta TV não é
    Pública no sentido que temos acreditado que um dia
    será: uma tv com a sua programação, a sua orientação, 
    as suas soluções mais ágeis, decididas pelas entidades
    que representam a sociedade civil.

Por fim, desejo que Tereza e Leopoldo tenham muito sucesso na
condução deste embrião de TV, pois há muitos entraves burocráticos
e entraves financeiros. E precisam ser sobrepujados ao máximo, mesmo
com esta atual estrutura, pois não dá para parar e esperar o ideal. 
Mesmo com este Conselho, independente do que pensemos sobre ele.
Tereza e Leopoldo estão se esforçando, e devemos ser otimistas.
O momento é de CONSTRUÇÃO e temos de apoiar o processo que está
em curso, SEM no entanto abrir mão de lutar para que a Estrutura
da TV seja aperfeiçoada através dos Senadores e Deputados, 
com vistas a uma cada vez mais pública TV BRASIL.

Também não compreendi, mas estou refletindo e pesquisando sobre
a expectativa que Tereza demonstrou de serem regulamentadas as
Fundações Públicas. Entendo, por ora, que estivesse falando
de algo como a estrutura da TV Brasil se transformar em algo
como a Fundação Padre Anchieta que gerencia a TV Cultura, só
que permitindo a participação do Governo. Se for isso, eu
penso que devamos apoiar sim a transformação em Fundação,
mas não precisa ter participação do Governo, ou pelo menos,
não deve ter participação majoritária do Governo, que acredito
hoje seja o ponto mais vulnerável da Estrutura. Se hoje, temos
o Franklin Martins como ministro superior à TV Brasil, o qual
segundo Tereza nunca interferiu, somente a pedido dela para
ajudar em algum desentrave burocrático, como poderá ser, NO
FUTURO, com outro ministro que não se contente com isso?
2010 está quase aí. Não se pode garantir quem estará no
novo governo, que pessoa de presidente, que partido, e a
TV BRASIL, se se quer pública, deve estar BLINDADA contra
interferências o quanto antes. Por isso é fundamental o trabalho
que se iniciou com a reunião de terça passada. Espero que
todas as entidades estejam conscientes disso. O relatório do
Orlando já foi liberado? A reunião com o Conselho Curador 
aconteceu, mas foi ruim, ao que relataram. Próximos passos?
As entidades não precisam se limitar à hierarquia de nenhuma
empresa privada ou estatal. Elas formam um movimento maior,
de política da Atividade, e que é supra-partidária e não subordinada
(o que é diferente de insubordinada ou desrespeitosa) a nenhuma
organização ou autarquia. Como Solange Lima disse nesta lista,
encontros com Senadores e Deputados, quiçá com o presidente
da República devem ser agendados, NÃO por alarmismo (provocado pela
carta sincera de Orlando) MAS positivamente, para cobrar as mudanças
com as quais sonhávamos para a TV antes mesmo de sua criação.

E Solange, ter Ouvidor, site interativo, é bom, mas não garante
que seja possível exibir hoje o que o público pede. Não existe, até
onde eu saiba, nenhuma TV aberta no mundo oferecendo VIDEO ON DEMAND.
No máximo, *a maioria* vai poder opinar sobre a volta de um programa
ou filme que já se encaixe na grade. E mesmo para isso, se o povo
pedir muito filme brasileiro, se faz necessário que a TV coloque bem
mais recursos para LICENCIAMENTO de audiovisuais já, e forme um
banco de conteúdo.  O CANAL BRASIL - que é nossa referência - exibe
uma grade 100% brasileira. Isso pode ser replicado na TV aberta,
*em parte da grade* da TV Brasil. Para produções novas, é necessário
que os entraves burocráticos permitam que a TV coloque PRAZOS para 
atingir as METAS a que se propôs, de 40-40-20. É preciso que a 
gente do cinema e da produção independente de TV brigue para que
num novo aperfeiçoamento do Texto da Lei que criou a EBC, conste
este compromisso, e não algo muito abaixo, como acabou ficando. SE
for dado um prazo, e a TV não cumprir, deve sofrer multas. Ou
então estaremos dando razão às televisões abertas comerciais que
se opõem ferozmente à fixação de percentuais de produção regional
e independente, em lei. A TV BRASIL deve ser o EXEMPLO de como
uma TV pode ser livre sem quebrar, que pode contar com alto ibope,
justamente por exibir aquilo com que o povo se identifique,
por mais que lhe tenha sido sonegado, por décadas e décadas:
a produção brasileira independente.

Grande Abraço,
Marcos Manhães Marins
CINEMABRASIL.org.br
------------------------- reproduções -----------------------
Solange Lima escreveu:

Olá Noilton,
Que bom que adiantastes no relato, vale lembrar que uma das nossas
solicitações é uma maior interlocução entre classe e os dirigentes
da TV.
Onde sugeri um portal que a sociedade pudesse se manifestar. A Teresa
adiantou que já estava, se não estou enganada, sendo visto um ouvidor.
Que
parece ser importante no processo de construção e no dia a dia da TV.
Agora se o portal de fato funcionar será o começo de uma TV onde de
fato
onde: *Você Escolhe, Você Programa e Você Assiste.*
Abs,
Solange

2008/7/3 Noilton Nunes <noiltonunes em hotmail.com>:

> O encontro das entidades produtoras de audiovisual com a Direção da Tv
> Brasil, realizado na ultima terça feira, foi marcado por depoimentos
> emocionados e esclarecedores sobre o que queremos de uma Tv Pública. Tereza
> Cruvinel e Leopoldo Nunes responderam todas as perguntas, apresentando um
> panorama das dificuldades encontradas para implantação da rede e os
> trabalhos desenvolvidos durante os seis primeiros meses de vida.
> Ficou claro que sem um esforço forte, buscando conscientização da sociedade
> brasileira para a importância e a necessidade
> de uma televisão pública, democrática e republicana, a Tv Brasil corre
> sérios riscos de não se desenvolver conforme os
> anseios dos dirigentes, realizadores, produtores, artistas, técnicos e
> entidades interessadas na sua plena realização.
> Os editais para produção de conteúdo para a emissora, ainda não tem data
> marcada para seus lançamentos.
> O sinal da tv também não foi ainda ampliado, conforme expectativa geral,
> para que possa atingir todos os lares do Brasil.
> Muitas propostas foram apresentadas e debatidas, sem entretanto termos uma
> gravação audiovisual para uso e pesquisa
> dos que não puderam participar desse primeiro encontro. Tereza porém,
> prometeu que numa próxima reunião abrirá as
> portas, permitindo que tudo seja documentado. O resultado final foi
> considerado pelos participantes como muito positivo,
> ficando a promesa de todos de continuarem a luta, dentro e fora de suas
> entidades, para que os problemas sejam
> ultrapassados e as soluções para o ótimo desempenho da Tv Brasil, seja
> alcançado o mais breve possível.
> Noilton Nunes


Paulo Rufino:

TV BR:

Estive ontem no Rio na reunião com as presidências das entidades convidadas 
pela presidência da TV BR e pelo diretor Leopoldo Nunes. A presidente Tereza 
Cruvinel iniciou a reunião reafirmando, de forma mais desenvolvida do q sua 
nota pública, que as mudanças internas na administração, recebidas com 
intensa apreensão pela classe, não significam mudanças com relação aos 
compromissos assumidos quando do lançamento e campanha para aprovação da 
EBC, a gestora da TV BR. Em seguida, Leopoldo explanou longamente o 
andamento dos trabalhos realizados nestes 6 meses e as possibilidades da TV 
com relação aos programas Mais Cultura, de origem no MinC e q preve uma 
verba para a TV e a produção independente, e o fundo para o programa Imagens 
do Brasil, q receberá (espera-se) ainda este ano um aporte de 30 milhões 
para ações em documentários, animações e dramaturgia. Este fundo necessita 
de um acordo operacional entre ANCINE (q vai gerí-lo) e TV BR (texto em 
processo) para então poder receber captações. Leopoldo anunciou ainda q 
aproximadamente 40 milhões do orçamento da TV estão sendo alocados para as 
ações em andamento, como licenciamento, animações e outros. A TV tem um 
orçto. global de 320, dos quais 120 são compromissados com a folha. O 
restante, entre os quais os 40 citados acima, devem custear investimentos de 
toda ordem, desde a renovação funcional do equipamento sucateado das 
emissoras q compõe hoje a TV BR e a criação da emissora nova em SP. 
Permitirão ainda algum apoio a emissoras estatais (de governos estaduais) q 
formam a rede e q precisam disto para operar.

De toda forma, reiterou-se à exaustão que os compromissos para com a 
produção independente e a produção regional não sofreram qualquer alteração 
e serão, portanto, mantidos. Com relação à natureza da TV, se "chapa 
branca", se "estatal", etc., Tereza reafirmou seus compromissos para com a 
isenção (mesmo no jornalismo, sublinha) e a independência da emissora com 
relação ao governo e seus deveres para com o Conselho Curador, representante 
da sociedade e gestor, anunciando a criação da Ouvidoria, necessária por lei 
e mecanismo de defesa da sociedade.

Solange e outros, principalmente meu querido amigo e companheiro de décadas, 
Vladimir Carvalho, fizeram intervenções bastante substanciosas e obviamente 
deixo à Sol q nos traga sua própria voz.  Vladimir nos deu um emocionado e 
emocionante texto em que queria entender a saída de Orlando. Manfredo 
Caldas, nos trouxe a questão da gerência ou da ingerência da SECOM na rede, 
motivando a resposta já descrita de Tereza. Sylvia Palma, da Ass. dos 
Roteiristas, contribuiu com sugestões visando a diversidade de conteúdos e 
suas fontes, modos de incorporação pela emissora, etc. Deixo as intervenções 
de Betsy de Paula (ABRACI), Kiko Martins (APACI) e Alê Machado (ABCA) para 
seus próprios relatos, que, possivelmente teremos aqui em breve. Peço ao 
Marcos Manhães, nosso escriba presente, q nos dê sua contribuição atenciosa 
para maiores detalhes e conteúdos q me tenham escapado nesta pressa - estou 
num intervalo de filmagem e ñ quis atrazar muito este relato, sei do 
interesse de todos. Um abraço cordial,

Paulo Rufino


Outra pessoa presente (parte de mensagem postada privativamente na lista CBC):

8- A EBC , TV Pública , foi aprovada e somente é composta de 4 Estados: Rio,
Brasilia ( ex-Radibrás ), Maranhão e agora SP esta sendo agregada , num
canal digital, onde ainda estão com problemas técnicos de colocação da
antena.

9- Os problemas são imensos na medida que a EBC foi aprovada com uma verba
de 350 milhões anuais, sendo que destes, 100 milhões, já são para pagar a
folha da Radiobrás, ainda tem a folha da Acerp ( TVE ) + Maranhão e por aí
vai , logo os 350 milhões, no final das contas,  são 40 milhões, ou seja é a
quantia que a EBC tem para renovar equipamentos , lançar editais, produzir
novos conteúdos e etc......

10- Ela fez questão de nos dar uma posição bem realista da questão, ao dizer
que não estava ali para alimentar ilusões, o que eles estão fazendo neste
primeiro momento é tentar implantar a engrenagem funcional de suporte
técnico, que praticamente não existe,como todos sabem , para assim fazer a
EBC, uma empressa sólida dentro das exigências da TV Digital, e não ficar à
mêrce de numa possível mudança do governo para outro partido, a EBC , morrer
na praia com 2 anos e meio de existência.

11- Quando se referiu sobre novos editais e ou produções, nos falaram que
por enquanto , o que existe de concreto e plausível de acontecer, são os
projetos Imagens do Brasil e o + Cultura,  um deles é projeto em parceria
com o MINC e o outro virá destes 40 milhões dos caraminguá que sobram das
contas totais nos gastos com o pagamento de pessoal, afora a compra e
instalação dos novos equipamentos.

12- [...] ficou bem claro o seguinte: a EBC , não vai adquirir nenhuma TV
pública dos Estados, a EBC é responsável somente pelas 4 praças citadas
acima. As TVs Públicas dos outros Estados pertencem a seus governos e
segundo ela nos disse, dependendo do Governador que esta à frente , pois
muitos, como é o caso no RS , A Iêda Crusis  resolveu que quer acabar com a
TV Pública de lá. A situação aí da BA, neste governo , esta favorável, mais
num futuro , poderá acontecer o que esta acontecendo no RS.Ou seja as
parcerias em rede que estão sendo feitas é de 8 horas diárias de programação
em rede com o Brasil todo, sendo que destas 8 , 4 para exibir conteúdo
produzido pela TV BRASIL e as outras 4 para reproduzir o conteúdo das
produções regionais nos 19 Estados onde já conseguiram fechar a parceria.

13- Bom acho que vou parar, mais para encerrar, o que ficou bem claro nesta
reunião foi , que as produções independentes é que terão que produzir seu
conteúdo para a EBC veicular, a verba não dá para parcerias econômicas pelos
motivos acima citados, mais eles estão empenhados em buscar verbas num Fundo
que esta sendo criado com a aval da Ancine , para captar $ para injetar na
produção da TV Pública.

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Enviada por: Marcos Manhães Marins <marcos em cinemabrasil.org.br> 

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